ESTADUAIS DA BAHIA No último dia 10, os docentes das quatro Universidades Estaduais da Bahia (UESC,UESB, UNEB e UEFS) realizaram assembléias em suas unidades para avaliar as poucas propostas apresentadas pelo governo e o indicativo de greve estabelecido pela categoria para o mês de março deste ano. As propostas apresentadas pelo Secretário de Educação Adeum Sauer na audiência do dia 29/03 frustraram os docentes em virtude de não haver respostas concretas nem ao menos para os pontos como a revogação da Lei 7176/97, e a reforma do Estatuto do Magistério, acordados com a categoria como questões de solução imediata pelo próprio governo. Os professores, por ampla maioria, também consideraram inaceitável a proposta do Governo de incorporar ao salário-base, a partir deste mês, apenas 6% dos 27.2 % da Gratificação de Estímulo a Atividade Acadêmica (GEAA), sem sequer oferecer um plano para a incorporação dos 21,2 % restantes. Diante disto foram aprovadas as seguintes propostas: 1. continuar as negociações com o Governo, através da Secretaria de Educação e da CODES, na audiência já marcada para o próximo dia 12 de abril (quinta), às 9 horas. 2. declarar, a partir do dia 10/04 um ESTADO DE GREVE entre os docentes das quatro UEBA; 3. realizar uma paralisação de advertência nas UEBas dia 17 de abril próximo, com a realização de um ATO PÚBLICO neste dia, em frente ao Iguatemi (SSA); 4. realizar novas Assembléias para avaliar o andamento das negociações dia 26 de abril próximo. Paralisação na UESC na próxima terça Reconhecendo a tentativa do Secretário de Educação em negociar e a maneira respeitosa com que vem nos recebendo, com estas deliberações, os docentes, ao mesmo tempo, reafirmam a necessidade de continuarem mobilizados, na perspectiva de que suas reivindicações recebam também um tratamento respeitoso quanto à agilização nas negociações e a apresentação de propostas que atendam às nossas expectativas. Ao aprovar a continuidade da luta, a categoria demonstra mais uma vez a sua disposição em negociar e espera que o Governo estadual também trilhe por este caminho, para que não seja necessário uma mobilização mais intensa, como uma greve de professores. PAUTA 2. Incorporação dos 27,2% restantes da GEAA aos salários dos professores; 3. Abono pecuniário para licenças-prêmio não gozadas, conforme já ocorre com os professores da rede pública do ensino básico; 4. Regularização das liberações de QCM e do fluxo de desempenho compatível com as datas de empenho; 5. Reforma do Estatuto do Magistério Superior, com a garantia do direito à promoção na carreira dos professores em estágio probatório e ao afastamento para realização de curso de pós-graduação stricto sensu, após a permanência na instituição por um período mínimo de dois semestres; 6. Agilização dos processos de insalubridade e melhoria no atendimento do PLANSERV, para docentes e técnico-administrativos e seus dependentes; 7. Elaboração de um plano de recomposição salarial para docentes e técnico-administrativos; 8. Elaboração de um Plano de Metas para as UEBA; 9. Autonomia das Instituições de Ensino Superior para licitação e edificação de suas obras; 10. Manutenção das ações afirmativas em todos os editais da FAPESB; 11. Ampliação dos quadros docentes e técnico-administrativo com a agilização nas nomeações e contratações; |