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ENTREVISTA
- AGOSTINHO BEGHELLI - Como está o processo de construção da carreira única com o SINASEFE e como se desenvolverá esse processo? - Quais são os pontos de consenso entre ANDES-SN e SINASEFE? É possível haver uma proposta de consenso? - Nossa discussão com o SINASEFE gira em torno de grandes temas – legislação, estrutura, capacitação, avaliação, princípios e concepção de carreia – que se desdobram em outros tantos. Assim, temos pontos consensuais e pontos que ainda carecem de uma discussão mais aprofundada com a base. Nesse sentido, é de suma importância que a base dos dois sindicatos se predisponham a discutir a carreira única. Como exemplo de consenso, podemos citar a transposição como a forma indicada para a mudança para a nova formatação de carreira e a necessidade de uma política de capacitação docente. No entanto, ainda temos pontos que não são consensuais como a questão do regime de trabalho. Para o ANDES, os regimes deverão ser de 20 horas e Dedicação Exclusiva. O SINASEFE aponta também o regime de 40 horas. Quanto à estrutura da carreira, temas como interstício, justaposição, nomenclatura e número de classes devem ser discutidos. - A partir de quando essa proposta será discutida nas bases dos sindicatos?
- Quais os pontos defendidos pelo ANDES-SN como imprescindíveis na carreira única? - O importante para nós é que a carreira seja um instrumento de valorização do trabalho docente, que seja acompanhada de uma clara política de capacitação docente e, assim, possa ser um instrumento de motivação do fazer acadêmico. Para nós, o principio da indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão e a busca pelo padrão unitário de qualidade para todo o ensino público federal somente poderá ser alcançado quando da implementação de uma carreira única. - Como está o diálogo com o MEC para a reativação do GT Carreira? Quando essa proposta deverá ser apresentada ao governo? - ANDES e SINASEFE estão protocolando no final desta semana um ofício no MEC pedindo a reinstalação do grupo de trabalho suspenso pelo ministério. Quanto à proposta de carreira única, se o GT for reaberto, vamos exigir do governo que o início dos trabalhos seja antecedido pela definição de condições que possam viabilizar a construção de um projeto de carreira única para o magistério federal. - Sinta-se à vontade para fazer suas considerações finais. - É certo que entramos na reta final para a construção de um projeto de carreira única. As discussões que levaram aos encaminhamentos que estão sendo apresentados pelos representantes dos dois sindicatos na primeira reunião da Comissão Nacional de Carreira, mostram que existe por parte das duas entidades o forte propósito de avançar na construção. No nosso entendimento, a demanda pela carreira única não se pauta unicamente por uma melhoria nas condições salariais, mas, acima de tudo, é fator fundamental para a defesa da qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão, assim como o trato da educação como política de Estado. Entretanto, somente com a participação ativa dos docentes na base do sindicato é que poderemos cumprir essa tarefa com sucesso. Todos nós, docentes da rede federal, temos que abraçar de corpo e alma este projeto como parte de nossa luta pela manutenção da qualidade do ensino. |