CAMPANHA
SALARIAL 2007/2008 Por Elizângela
Araújo O reajuste que o governo se dispõe a parcelar em
três anos, além de compor o conjunto de imposições
que desconsideram as reivindicações dos docentes, ainda
é incerto. “A intenção do governo era concedê-lo
por meio de uma medida provisória, no entanto, depois do acordo
com a oposição para limitação de MP, não
sabemos o que acontecerá. A medida provisória seria o caminho
mais rápido e, se não for assim, o governo certamente terá
que enviar um projeto de lei para o Congresso Nacional, e aí o
reajuste e todas as medidas impostas certamente demorarão a virar
realidade”, diz Agostinho. 2 – Mantêm a GED e seu caráter produtivista – A valorização do vencimento básico é uma das principais reivindicações dos docentes, mas o governo só concede reajuste imediato da GED, gratificação produtivista não regulamentada, cujas regras poderão ser alteradas a qualquer momento. A não revogação da lei que criou essa gratificação abre espaço para que uma futura regulamentação eleve a pontuação para 175 pontos, hoje 140, e assim quebre a paridade hoje alcançada. 3
– Reajustes dos salários dos professores em regime de contratação
de 20 horas semanais atendem apenas aos parâmetros do REUNI. 5 - A incorporação da GAE e da VPI deveria proporcionar uma valorização do vencimento básico, o que não ocorrerá, já que o governo retira do VB o incentivo de titulação e dá aumentos em 2009 e 2010 no incentivo de titulação e na GED. 6 – Promovem a desestruturação do PUCRCE. A proposta do governo para os docentes de 1º e 2º grau quebra a estrutura da carreira, pois não garante os atuais percentuais dos steps, extingue a progressão vertical por titulação e a proporção entre os regimes de trabalho.
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