Nº 41 - Brasília, 27 de março de 2008
 

CAMPANHA SALARIAL 2007/2008
Governo reluta em retomar negociação com docentes do ensino superior

Por Elizângela Araújo
ANDES-SN

O ANDES-SN propôs ao governo a retomada da discussão da campanha salarial dos docentes do ensino superior, mas o diretor de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Nelson Freitas, deixou claro, na última reunião (20/3) que esse assunto só seria tratado no âmbito do grupo de trabalho de carreira, que ainda será criado e do qual participarão somente as entidades que assinaram o termo de acordo. “Ou seja, excluiu o ANDES-SN do processo”, ressalta Agostinho Beghelli Filho, 2º vice-presidente do Sindicato Nacional.

No último dia 25/3, o ANDES-SN protocolou carta no Ministério da Educação alertando o ministro Fernando Haddad para as conseqüências negativas das medidas contidas nos termos de acordo impostos pelo governo e se dispondo a participar de um processo de negociação que contribua efetivamente para a qualidade da educação pública.

No documento, o presidente do Sindicato Nacional registra “o comportamento nada democrático do governo ao excluir o ANDES-SN de processos de negociação referentes aos docentes da carreira do magistério de ensino superior, sob a alegação de que esta entidade não é signatária do termo de acordo firmado pelo governo e outras entidades em dezembro de 2007”. “Partes não chegarem a acordos em negociações coletivas é algo comum na história do movimento sindical e não constitui impedimento para negociações futuras”, considera o documento.

A pressão do ANDES-SN, que chama uma mobilização nacional dos docentes no próximo dia 1º, já surtiu efeito. Na tarde de quarta-feira (26/3), o Ministério do Planejamento informou ao Sindicato Nacional, por telefone, que estava sendo marcada uma reunião com o secretário de recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, para o próximo dia 4 (sexta-feira). “Essa mudança de postura significa que a categoria deve seguir firme na sua pressão sobre o governo”, analisa Paulo Rizzo.

Leia a carta enviada ao ministro

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