Nº 42 - Brasília, 4 de abril de 2008
 

ENTREVISTA
ANDES-SN se reunirá com MPOG para pleitear reabertura imediata das negociações salariais

Por Najla Passos
ANDES-SN

A diretoria do ANDES-SN vai requerer ao governo Lula a imediata reabertura das negociações da Campanha Salarial 2007, durante reunião com os representantes do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MPOG, agendada para a próxima quarta-feira (9/4).

Conforme o presidente do ANDES-SN, Paulo Rizzo, o projeto de lei do governo que prevê reajuste para os professores do ensino superior e do 1º e 2º grau - já remetido à Casa Civil e previsto para ser enviado ao Legislativo nos próximos dias, sem o aval do Sindicato Nacional - apresenta graves problemas. “O governo precisa corrígi-los, de forma que valorize o vencimento básico dos docentes e garanta a discussão das distorções criadas por ele para a carreira única dos professores das instituições federais de ensino. É por isso que vamos lutar pela reabertura das negociações”, afirma Paulo Rizzo.

O presidente do ANDES-SN lembra que, de acordo com o que foi noticiado no Informandes Online Especial sobre a Campanha Salarial, (COLOCAR LINK), as tabelas de reajuste propostas pelo governo aproximam as remunerações dos docentes, mas criam disparidades entre as carreiras de 1º, 2º e 3º grau que distanciam ainda mais que na situação atual.

Setor das Federais
Durante este final de semana, o Setor das Federais estará reunido em Brasília para decidir quais medidas tomar, diante da postura intransigente do governo.

Esta semana, especialmente no dia 1º de Abril, universidades e centros tecnológicos realizaram atos públicos, protestos e paralisações com o intuito de protestar contra a postura do governo Lula e demonstrar a disposição da categoria de lutar pelos princípios básicos defendidos pelo ANDES-SN, como a carreira única, a isonomia salarial e a paridade.

SINASEFE
A 87ª Plena do Sindicato Nacional dos Servidores Federais
da Educação Básica e Profissional - SINASEFE, realizada ontem (3/4), em Brasília, deliberou pela assinatura do termo de acordo proposto pelo governo e pela reivindicação do tratamento dos seguintes pontos no grupo de trabalho proposto pelo governo:

- carreira estruturada, e não nova carreira;
- questões previdenciárias, aposentadoria especial e impostos jurídicos na estruturação da carreira;
- e garantia de tratamento insonômico para os docentes dos colégios militares e dos ex-territórios para os professores das instituições federais de ensino e carreira única, vinculadas ao MEC, como também utilizar o termo de acordo aprovado na 86ª Plena no grupo de trabalho previsto no termo de acordo.

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