1968
Destinos 2008: Passeata dos 100 mil
Evandro Teixeira
Editora
Textual, R$ 98,00
Cenas
históricas de um país em permanente construção
foram imortalizadas pela câmera do fotógrafo Evandro
Teixeira, que começou sua carreira em 1958 e é hoje
um dos mais importantes fotojornalistas em atividade. É
uma destas cenas, memorável instantâneo de uma encruzilhada
histórica, que motiva o livro “68: Destinos. Passeata
dos 100 Mil”. Trata-se de uma fotografia única, por
suas características e pelo que representa: um retrato
de uma geração, reunida na Cinelândia, Rio
de Janeiro, em 26 de junho de 1968, para a Passeata dos 100 Mil.
Como registrou o jornalista Marcos Sá Corrêa, trata-se
de um caso raro de fotografia de multidão em que é
possível reconhecer com clareza praticamente todos os rostos
das pessoas reunidas ali. O livro de 120 páginas, editado
pela Textual, conta a trajetória de vida de 100 pessoas
captadas pela lente de Evandro Teixeira na passeata. Ao pinçar
daquela imagem esses rostos e resgatar a história de cada
uma dessas pessoas, a história do Brasil nas últimas
quatro décadas também estará sendo contada.
Eu
não sou cachorro, não
Paulo Cesar de Araújo
Editora
Record , 462 pg., R$ 46,00
Artistas
considerados bregas — como Odair José e Waldik Soriano
— sempre apareceram no topo da lista de mais vendidos. Veiculados
nas rádios, freqüentavam os programas de auditório,
mas não receberam o devido respeito e espaço em
livros e teses, pois freqüentemente eram associados à
ditadura militar. Em EU NÃO SOU CACHORRO, NÃO,
o historiador Paulo César de Araújo preenche essa
lacuna na historiografia da música popular brasileira e
mostra como as figuras mais demonizadas por aderirem à
cultura oficial durante os anos de chumbo, na verdade, foram tão
ou mais perseguidas pelo regime quanto os artistas de esquerda.
“A produção musical brega (ou cafona) faz
parte da realidade cultural brasileira, tanto quanto o tropicalismo
e a bossa nova e merece ser analisada”, argumenta o autor.
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