REAÇÃO
ESTUDANTIL Por Najla
Passos As ocupações das reitorias da UNB e da UFMG, mesmo que por motivações diferentes, tocam no problema do forte autoritarismo que têm marcado as atuais administrações superiores das universidades brasileiras. Para o presidente do ANDES-SN, Paulo Rizzo, desde a Ditadura Militar, a comunidade acadêmica das instituições de ensino superior do Brasil não era submetida a tantos episódios de autoritarismo e violência. “Na UnB, esse autoritarismo encobre a relação promíscua estabelecida entre a administração da universidade e as fundações de apoio. Na UFMG, toca no problema da censura à liberdade para desenvolvimento das pesquisas”, analisa. Para o presidente do ANDES-SN, a luta em defesa da democracia universitária é, hoje, prioritária. “A democracia só é violada para atender interesses particulares, que nunca são os interesses da comunidade acadêmica”, afirma. Paulo Rizzo lembra que, no ano passado, as universidades enfrentaram experiências de grande autoritarismo, desde que o governo federal, com o auxílio das reitorias, decidiu forçar os conselhos universitários a aprovarem o REUNI. Contra
as fundações privadas! Conforme o presidente do ANDES-SN, os documentos publicados pelo Sindicato Nacional sobre as fundações de todo o país geraram, inclusive, ameaças a alguns docentes que atuaram na linha de frente das pesquisas sobre o tema. “Essas ameaças atingiram, inclusive, professores da própria UNB”, acrescenta. Para ele, a mobilização vitoriosa dos estudantes da UnB coloca a luta contra as fundações em um patamar superior e prova que esta bandeira do ANDES-SN foi assimilada e assumida pela comunidade acadêmica em geral. |