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CAMPANHA
SALARIAL 2007
Governo finge negociar durante meses e impõe acordo que
não cumpre
Apesar
de o ANDES-SN ter protocolado sua pauta de reivindicações
em maio, e apresentado uma proposta de reestruturação da
tabela salarial no início de junho, somente em 9 de agosto de 2007
ocorria a primeira reunião na Secretaria de Recursos Humanos do
Mistério do Planejamento – SRH/MP para tratar da campanha
salarial de 2007 dos docentes das IFES. O governo conduziu o processo
de forma morosa por todo o ano, até que em dezembro resolveu impor
suas medidas.
15 de março de 2007 – CNESF entregou a pauta
de reivindicações dos servidores públicos federais.
30 de março de 2007 – Reunião no
Ministério do Planejamento. O secretário de Recursos Humanos,
Duvanier Paiva Ferreira, falando pelo governo, mostrou resistência
em atender às reivindicações dos servidores e insistiu
na criação de um GT para realizar estudos sobre o sistema
de negociação.
9 de maio de 2007 – O ANDES-SN participou de audiência
na Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação
– SESU/MEC, entregando a pauta de reivindicações.
Ficou definido que uma nova reunião seria realizada no final de
maio. Marcada para o dia 1º de junho, a reunião foi adiada
para o dia 6 de junho.
10 de maio de 2007 – O ANDES-SN participou da audiência
da bancada sindical dos servidores públicos federais com a Secretaria
de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento – SRH/MP.
O secretário Sérgio Mendonça reafirmou a intenção
do governo de manter o PLP 1/07 e de restringir o direito a greve.
6 de junho de 2007 – O ANDES-SN entregou proposta
de tabela salarial ao secretário de Educação Superior
do MEC, Ronaldo Mota. O secretário disse que constituiria uma comissão
para estudar a proposta.
21 de junho de 2007 – O ANDES-SN enviou carta
ao Ministério do Planejamento solicitando audiência para
tratar da pauta de reivindicações.
9 de agosto de 2007 - Primeira reunião com a SRH/MPOG.
ANDES-SN reivindica a participação do SINASEFE no processo
de negociações e o tratamento conjunto de 1º, de 2º
e de 3º grau.
23
de agosto de 2007 – Segunda reunião no Ministério
do Planejamento. O Secretário Duvanier voltou a enfatizar que,
para o ano de 2007, o governo não dispunha de recursos para conceder
reajuste ao funcionalismo. O único ponto dado como certo foi a
incorporação da VPI.
13 de setembro de 2007 – Terceira reunião
no Ministério do Planejamento. Duvanier questionou a convocação
de uma paralisação para esta data, com o indicativo de greve,
pelo ANDES-SN. Lembrou, também, que os eventuais acordos só
teriam impacto a partir de 2008, e apontou o dia 23 de outubro como provável
data para a conclusão das negociações.
26 de setembro de 2007 – Duvanier informou que
as propostas das entidades continuavam sendo avaliadas. O ANDES-SN informou
que, como não havia contrapropostas concretas do governo, o indicativo
de greve estaria mantido.
3 de outubro de 2007 – Na quinta reunião,
o ANDES-SN solicitou, mais uma vez, dados atualizados para calcular o
impacto financeiro de sua proposta, que o governo não forneceu.
18 de outubro de 2007 – Na sexta reunião,
o governo apresentou uma nova estrutura de composição da
remuneração totalmente diferente da proposta dos docentes
e insistiu em manter as negociações separadas das negociações
da carreira do 1º e do 2º grau, afirmando que na próxima
reunião apresentaria uma proposta para essa categoria.
7 de novembro de 2007 – Na sétima reunião,
o governo não apresentou a proposta para os docentes do 1º
e do 2º grau. ANDES-SN e SINASEFE mantiveram posição
de defesa da isonomia salarial entre as duas carreiras.
20 de novembro de 2007 – Na oitava reunião, os representantes
do governo apresentaram o que chamou de “proposta finalizada”
para os docentes do ensino superior, com três novos itens: a GED
passaria a ser igual para ativos e aposentados (140 pontos para todos),
a partir de março de 2008; as correções nas tabelas
seriam feitas em março de 2008, julho de 2009 e julho de 2010;
e a titulação passaria a ser uma gratificação
em valores e não mais em percentuais, guardando relação
com o vencimento básico, isto é, reajustes na mesma proporção
do vencimento básico. Adiantou que o teto (titular DE doutor),
em 2010, será de R$ 11.746,00 e o Associado 4, R$ 11.424,00. Marcou
nova reunião para o dia 5 de dezembro com o objetivo de formalizar
o termo de acordo a ser assinado pelas entidades que concordarem em subscrevê-lo.
Em seguida, distribuíram as tabelas com as propostas para 2008,
2009 e 2010, deixando claro que não pretendiam modificar a proposta.
5 de dezembro de 2007 – O governo distribuiu a
minuta do termo de acordo unilateral e pressionou os representantes dos
docentes a assinarem o documento tendo em vista a incerteza em relação
à prorrogação da CPMF. Os representantes do ANDES-SN
informaram que o encaminhamento aprovado na reunião do Setor das
IFES (dia 2/12) condicionou a assinatura de um acordo ao atendimento de
modificações em diversos pontos da proposta do governo e
à inclusão do 1º e do 2º grau. Os representantes
do governo deixaram claro que o termo seria assinado por quem quisesse
e que nenhuma alteração na proposta poderia ser feita, deixando
cair o verniz da boa convivência, para, pela primeira vez, mostrar
a sua postura real de intransigência. Ainda nessa reunião,
os dirigentes do ANDES-SN e do SINASEFE firmaram termo de compromisso
referente exclusivamente ao processo de negociação da carreira
do 1º e do 2º grau, com início previsto para o dia 6/12
e conclusão até 20 de janeiro de 2008.
6 de dezembro de 2007 – O governo não apresentou nada.
17 de dezembro d 2007 – Na 11ª reunião,
o governo afirmou que a apresentação de uma proposta mais
concreta para o 1º e 2º grau poderia sofrer um processo de desaceleração.
Não houve nenhum avanço no sentido de atender às
reivindicações dos docentes. Os representantes do Ministério
do Planejamento se comprometeram a apresentar, até o dia 9 de janeiro
de 2008, uma proposta de tabelas remuneratórias para o 1º
e para o 2º grau.
18 de janeiro de 2008 – Na 12ª reunião,
o governo afirmou que os problemas advindos da não renovação
da CPMF não tinham sido bem dimensionados e reconheceu que o acordado
não fora cumprido. Informou que não tinha uma proposta para
o 1º e o 2º grau e propôs nova reunião para o dia
8 de fevereiro, quando um novo calendário seria definido. Os representantes
do ANDES-SN colocaram que o governo deveria ter mais consideração
com as entidades e que poderia ter comunicado a suspensão da reunião.
O governo assumiu o compromisso de repassar, até o dia 22 de janeiro,
um desenho mais bem acabado da sua proposta de reestruturação
da carreira. Propôs o dia 11 de março como data referência
para conclusão das negociações.
22 de janeiro de 2008 – O Sindicato Nacional recebeu
do governo o documento “Carreira do Magistério da Educação
Básica, Profissional e Tecnológica: subsídios para
a implementação do Termo de Compromisso” e no dia
30 a proposta de tabela salarial para o 1º e o 2º grau. A reunião
do dia 8/2 foi suspensa.
12 de fevereiro de 2008 – Na 13ª reunião,
o ANDES-SN afirmou que a proposta apresentada na reunião anterior
era inconsistente e criticou o fato de que suas propostas, protocoladas
em 19 de dezembro de 2007, não foram consideradas. O representante
do governo informou que não tinha conhecimento do documento apresentado
pelo ANDES-SN, que certamente havia sido encaminhado para o pessoal que
trata de carreira na SRH. Mais uma vez ficou caracterizado o descaso do
governo em relação às propostas do sindicato. Os
representantes do Sindicato Nacional enfatizaram que era inadmissível
que, num processo de negociação, o governo ignorasse propostas
apresentadas por uma entidade. Ao final, ficou acordado que a próxima
reunião seria no dia 20 de fevereiro. A referência para concluir
os trabalhos passou a ser final de fevereiro.
26 de fevereiro de 2008 – Na 14ª reunião,
o governo apresentou apenas um esboço de proposta de reestruturação
da carreira para o 1º e 2º grau e tabelas salariais relativas
apenas para julho de 2008.
16 de março de 2008 – Os representantes
do governo fizeram uma exposição de slides da proposta de
reestruturação da carreira do 1º e do 2º grau
e da tabela salarial, redefinindo o calendário com datas muito
“apertadas”, justificando que os docentes do 1º e do
2º grau só poderiam ser incluídos na medida provisória
que até hoje não foi editada, com efeito para março/08,
se o termo de acordo fosse assinado até o dia 20.
20 de março de 2008 – O governo informou
que, do termo de acordo, constaria uma cláusula criando um grupo
de trabalho – GT de carreira e que os professores dos ex-territórios
e dos colégios militares teriam outro espaço de discussão.
Seguindo encaminhamento da reunião do Setor das IFES, o ANDES-SN
não assinou o documento.
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