DIRETORIA
2008/10 Por
Paulo Marcos Borges Rizzo Os docentes
das instituições de ensino superior, sindicalizados no ANDES-SN,
estão sendo chamados para votar, nos dias 13 e 14 de maio, terça
e quarta-feira, na eleição que definirá a diretoria
para a gestão 2008/2010. Geralmente as disputas ocorrem quando
há mais de uma chapa, mas a peculiaridade desta eleição
é que, apesar de haver uma única chapa, haverá uma
disputa com características próprias, que são, certamente,
históricas. E se há disputa, não estamos diante de
uma situação previamente definida. Uns perderão e
outros serão vitoriosos.
Certamente preferiríamos estar nos referindo a conquistas obtidas ao tratarmos de assunto tão relevante como a eleição do sindicato nacional, mas, infelizmente, não é esta a realidade. Até mesmo o que teríamos conquistado na campanha salarial dos docentes das IFES de 2007, não está assegurado, pois o governo, a cada momento, enreda-se em processos de escolha relativos à aplicação de cortes orçamentários. Apesar de anunciar supostas inovações nos processos de negociações com os servidores públicos, disseminando a idéia de que a mobilização e a luta não se fariam necessárias para a obtenção de reposições salariais, o governo busca impor arrocho salarial, ao mesmo tempo em que mantém intactas as metas de superávit para assegurar a remuneração dos rentistas que encontram, no Brasil, seu paraíso. Conjugada à essa idéia está o esforço do governo em promover uma reforma sindical que retira o direito de deliberação das assembléias de base em relação às negociações salariais e o concentra nas cúpulas das centrais sindicais, agora fortalecidas financeiramente com o acesso a quase cem milhões de reais anuais do imposto sindical, contribuição que nosso sindicato rejeita por ser compulsória. Essa reforma já começou a ser praticada, por exemplo, nas últimas negociações salariais. Para dar
curso a esta reforma, o governo precisa domesticar os sindicatos e conta,
para isso, com forças políticas que atuam no movimento sindical
e que apóiam suas políticas. Com os sindicatos enfraquecidos,
a resistência às ações que retiram direitos
também se enfraquece. E é isso que disputa o governo na
eleição do ANDES-SN. |