OUTRAS NOTÍCIAS:

- Participação de docentes na eleição do ANDES-SN superou votação do pleito anterior.

- Governo retira MP que autoriza reajuste.

Na próxima semana, o ANDES-SN enviará para suas Seções Sindicais a publicação Assédio Moral, que explica o que é a prática, os males que ela causa e os meios legais de se defender. Não deixe de pegar o seu exemplar.

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DICAS DE LEITURA*


Maio de 68
Sergio Cohn e Heyk Pimenta (orgs.)
Azougue Editorial, 224 p., R$ 19,90

A edição especial da Coleção Encontros em celebração dos 40 anos de Maio de 68 traz entrevistas com os principais nomes e movimentos da época. De Sartre entrevistando Cohn-Bendit, o líder estudantil francês, passando por grandes pensadores como Adorno, Marcuse e Edgar Morin analisando os eventos, muitas vezes no calor da hora, e trazendo as principais entrevistas sobre grupos como os Provos, os Situacionistas e os Diggers, esse livro é um documento fundamental para se entender um período que transformou toda a cultura ocidental.

1968, eles só queriam mudar o mundo
Regina Zappa e Ernesto Soto
Ed. Jorge Zahar, 311 p., R$ 44

1968 foi um ano que se destacou entre todos os outros do século passado, porque jovens do mundo todo lideraram protestos e descobriram novas formas de luta. Neste livro, os jornalistas Regina Zappa e Ernesto Soto fazem um passeio pelos principais acontecimentos do período, no Brasil e no mundo. Organizado mês a mês, traz histórias saborosas, letras de músicas, listas de filmes e inúmeras belas fotos, além de entrevistas com Chico Buarque, Edu Lobo, Fernando Gabeira, entre outros. Este é um verdadeiro almanaque ilustrado da geração que disse não ao conformismo.

1968 - O que fizemos de nós/1968 - O ano que não terminou
Zuenir Ventura
Ed. Pleneta, 224 e 286 p., R$ 75 (caixa com os dois volumes)

Quarenta anos depois das barricadas de Paris, das manifestações contra a Guerra do Vietnam, da Passeata dos Cem Mil e do AI-5, o escritor e jornalista Zuenir Ventura retorna a 1968 para, a partir daí, investigar o que restou da herança do mais polêmico ano do século XX. 1968 – O que fizemos de nós chegou às livrarias no final de abril pelas mãos da Planeta, em uma caixa presente juntamente com a reedição de 1968 – O ano que não terminou, lançado há 20 anos e referência para o estudo da década de 60, best-seller com mais de 40 edições. O novo livro parece reunir os mesmos ingredientes que transformaram 1968 – O ano que não terminou num clássico da história do jornalismo brasileiro. Zuenir está em sua melhor forma e o resultado é surpreendente. Como se isso não bastasse, o novo livro conta com depoimentos inéditos de Caetano Veloso, Fernando Henrique Cardoso, José Dirceu, Fernando Gabeira, Franklin Martins, entre outros.

*As resenhas desta edição são das próprias editoras.


LUTAS EM TODO O MUNDO
MAIO DE 1968: UM PONTO DE PARTIDA E DE INSPIRAÇÃO DA LUTA SOCIALISTA
O professor de História da Universidade de São Paulo - USP Osvaldo Coggiola rebate, neste artigo, a identificação do Maio de 1968 como somente francês. Para ele, adotar essa premissa é "esquecer a amplidão não só européia, mas mundial, que tiveram os acontecimentos desse ano, que mudaram o curso da história contemporânea". Ele lembra inúmeras revoltas ocorridas entre 1968/69 em todos os continentes, e afirma que 68 vive "não como um álbum de lembranças de "transgressões" hoje ultrapassadas, mas como ponto de partida e de inspiração da luta socialista dos nossos dias".
 
ESPECIFICIDADES
DO MAIO FRANCÊS À RESISTÊNCIA NO MUNDO
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DESAFIOS DO PRESENTE
OUTROS "MAIOS DE 68" VIRÃO
Ao refletir sobre o Maio de 68, José Maria de Almeida, da Coordação Nacional de Lutas - Conlutas, afirma que "a disputa pelo poder com a burguesia, bem como a constituição de um outro poder, dos trabalhadores, que abra caminho na construção do socialismo, pressupõe também a existência de grandes organizações de massa, capazes de aglutinar para a luta revolucionária todos os trabalhadores e jovens, independentemente dos partidos a que pertencem."
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ENTREVISTAS
ROBERTO LEHER: "1968 forjou grande parte da memória crítica do Movimento Docente"
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ANTÔNIO CARLOS MAZZEO: “Jovem de hoje é mais conservador”
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JOÃO QUARTIM DE MORAES: "Maio de 68 obscureceu lutas no Brasil"
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VIRGÍNIA FONTES: "1968 mostrou que é preciso internacionalizar as lutas gerais dos trabalhadores"
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ADRIANA FACINA: "Indústria cultural e grande mídia tentam apagar o caráter coletivo de 68"
 
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HUMOR
 
DICAS DE FILMES
- Corações e Mentes (EUA, 1974)
- Edukators (Alemanha/Áustria, 2004
- A insustentável leveza do ser (EUA, 1988)
- Panteras negras (EUA, 1995)
- Os sonhadores (EUA/França/Itália, 2003)
- Zabriskie Point (EUA, 1970)
- Amantes constantes (França, 2005)
- A Chinesa (França, 1967)
- Deus e o Diabo na Terra do Sol (Brasil, 1964)
- Terra em Transe (Brasil, 1967)
 
MAIS
CRONOLOGIA

Outubro de 1967 - Jovens franceses realizam manifestações contra o Plano Fouchet, que visava à "eficiência do sistema universitário". Nos EUA, protesto contra a Guerra do Vietnã reúne cerca de 35 mil pessoas

1968 - Na Tchecoslováquia, Alexander Dubcek assume a liderança do Partido Comunista e inicia reformas liberalizantes. A retomada da liberdade de expressão culmina com a Primavera de Praga: diversos setores da população passam a exigir mais abertura democrática. A experiência terminaria em agosto, com uma ocupação militar organizada por países comunistas

8 de janeiro - O estudante de nacionalidade alemã Daniel Cohn-Bendit lidera protesto na Universidade de Nanterre. Com 50 estudantes, Dany, o "Vermelho", ataca verbalmente o ministro da Juventude e dos Esportes, François Missoffe, comparando ao nazismo as novas normas de segurança em vigor nas universidades22 de março - Estudantes, denunciando a repressão a protestos anteriores, ocupam a administração de Nanterre. As aulas são suspensas até 1º de abril

4 de abril - O pastor e ativista Martin Luther King Jr. é assassinado em Memphis (EUA). Conflitos raciais emergem em dezenas de cidades do país

2 de maio - Nanterre suspende aulas em dia de manifestação

3 de maio - Após protesto na Sorbonne, conflitos com a polícia no Quartier Latin deixam mais de cem feridos e 500 presos

6 de maio - Manifestações espalham-se por universidades francesas; nos dias seguintes, protestos reúnem dezenas de milhares de pessoas

10 de maio - A Noite das Barricadas: estudantes reivindicam a soltura de colegas e fecham ruas do Quartier Latin; a polícia intervém violentamente

11 de maio - Sindicatos convocam greve geral. O primeiro-ministro Pompidou concorda em anistiar estudantes presos, retirar forças policiais do Quartier Latin e reabrir a Sorbonne

13 de maio - Irrompe a greve geral: a maioria das universidades francesas adere, junto com os dois maiores sindicatos do país

19 de maio - O Festival de Cinema de Cannes interrompe os eventos. Não há premiado no ano

21 de maio - O total de grevistas chega a 10 milhões. O líder estudantil Cohn-Bendit é expulso do país, suscitando novos conflitos

22 de maio - Parlamento rejeita derrubada do presidente De Gaulle, proposta pela esquerda

27 de maio - Governo, empresas e lideres sindicais entram em acordo sobre aumento de salários e melhoria de condições de trabalho, mas trabalhadores permanecem em greve

30 de maio - Em discurso transmitido por rádio, De Gaulle se recusa a renunciar e clama por apoio de seus eleitores. Manifestações pró-governo juntam quase 1 milhão de pessoas

1º de junho - Abastecimento começa a se normalizar. Até meados do mês, serviços e indústria voltam a funcionar como antes

30 de junho - Os partidários de Charles de Gaulle vencem as eleições legislativas. O presidente, no entanto, não garante sua estabilidade: no ano seguinte, os eleitores votam contra um referendo proposto pelo general, que acaba renunciando à Presidência em seguida

Fonte: Folha de São Paulo, caderno Mais!, 4/5/08

NO BRASIL

MARÇO
28 - O estudante Edson Luís de Lima Souto é morto em confronto com a polícia, no restaurante Calabouço, no RioABRIL
17
- 68 municípios são considerados áreas de segurança nacional e proibidos de realizar eleições municipais

JUNHO
26
- 100 mil pessoas saem às ruas no Rio contra o regime militar

JULHO
18
- Membros do CCC (Comando de Caça aos Comunistas) invadem e depredam o Teatro Ruth Escobar, em São Paulo, além de espancar o elenco da peça "Roda Viva"

OUTUBRO
02
- Confronto entre estudantes da USP e alunos do Mackenzie termina com a morte do estudante José Guimarães e o fechamento da Faculdade de Filosofia da USP

12 - A polícia prende 1240 estudantes no 30º Congresso da UNE, em Ibiúna

NOVEMBRO
- A rainha Elizabeth, da Inglaterra, chega ao país, em visita oficial de 12 dias
22 - É criado o Conselho Superior de Censura

DEZEMBRO
13
- O governo baixa o Ato Institucional nº 5 que decreta o recesso do Congresso, das Assembléias Legislativas e Câmara dos Vereadores. São suspensos: os direitos políticos por até 10 anos; o habeas corpus nos casos de crime político contra a segurança nacional
- A Câmara dos Deputados rejeita o pedido de autorização para processar o deputado Márcio Moreira Alves22 - Os cantores Caetano Veloso e Gilberto Gil são presos no Rio

Fonte: Blog Maio de 68 - Outros maios virão (www.pstu.org.br)


EXPEDIENTE
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(Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior)
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