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53º CONAD
Exposição fotográfica rememora atrocidades da ditadura militar brasileira
O objetivo da mostra é fomentar a discussão sobre o autoritarismo e a repressão nas universidades
Por Najla Passos
ANDES-SN
Reavivar a memória dos mais velhos e mostrar aos mais novos o que foi um dos mais violentos períodos da história recente do Brasil com o propósito de não deixar que esta experiência volte a se repetir, além de fomentar a discussão sobre o processo de criminalização contra os movimentos sociais, sindicais e estudantil, em curso hoje nas universidades brasileiras. Esse é o objetivo da mostra “A Ditadura Militar”, que será exposta durante o 53º CONAD, de 26 a 29 de junho, em Palmas (TO).
“O autoritarismo que impera atualmente na maioria das administrações superiores das universidades brasileiras tem gerado práticas de violência inaceitáveis contra os movimentos. É por isso que precisamos resgatar os anos de chumbo: para mostrar até onde a intolerância e o autoritarismo podem conduzir o país”, afirma o 2º secretário do ANDES-SN, Evson Malaquias de Moraes Santos.
De acordo com ele, a forma com que o governo federal, as reitorias e as polícias atuaram para garantir a aprovação do REUNI, no ano passado, foi um exemplo claro dessa nova tendência. “Discutir mecanismos que garantam a democracia nas universidades é hoje uma prioridade para o movimento docente”, explica Evson.
Direito à memória e à verdade
A exposição "A Ditura Militar" faz parte do projeto “Direito à Memória e à Verdade”, da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, concebida originalmente em 2006, para comemorar os 27 anos da promulgação da Lei da Anistia no Brasil.
Idealizada para ocupar imensos painéis de lona especial, a exposição apresenta uma ambientação visual que procurar levar o público a uma espécie de viagem no tempo, na qual ele torna-se parte dos acontecimentos.
Dos primeiros momentos do golpe que mergulhou o país em uma ditadura de 21 anos aos grandes comícios populares pelas Diretas Já, o público poderá conferir os tanques militares fechando o Congresso Nacional, as passeatas estudantis, as denúncias contra a censura nas artes e na imprensa, a promulgação do Ato Institucional nº 5, a violência, as prisões, as torturas.
Números da violência
Embora a radiografia da violência da ditadura militar no Brasil não esteja concluída, a exposição mostra que cerca de 50 mil pessoas foram presas por motivações políticas somente nos primeiros meses de ditadura. Pelo menos 20 mil pessoas foram submetidas à tortura. Comprovadamente, 356 estão mortas ou desaparecidas.
No período, quatro pessoas foram condenadas à pena de morte. Outras 130 foram banidos do país, 4.862 tiveram seus direitos políticos cassados, 6.592 militares foram atingidos, milhares de cidadãos ficaram exilados e centenas de camponeses foram assassinados.
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