O preço do voto
Os bastidores de uma eleição para o reitor
Editora Brasport, 132 p., R$ 28
“As eleições de 2007, para a Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), merecem uma análise profunda e uma crítica inteligente, pois o processo de escolha repetiu, na essência embora não na aparência, os problemas e as artimanhas das eleições de 2003. A junção do conservadorismo, quando não do reacionarismo, com a utilização da estrutura de poder gerou o medo, produzindo novamente um resultado anunciado”. O trecho da apresentação, escrita pelo organizador Waldir José Rampinelli para sua segunda edição revisada e ampliada do livro O Preço do Voto – Os bastidores de uma eleição para Reitor, já demonstra os propósitos da obra: analisar e, ao mesmo tempo, criticar as eleições para a Reitoria-2007 da UFSC a toda a sociedade catarinense que, ao pagar seus impostos, mantém a universidade pública e gratuita e tem obrigação de saber como se deu a escolha de seu dirigente maior; depurar os métodos, para que qualquer reitor que venha a ser eleito esteja ungido pela legitimidade que o cargo exige, bem como pela legalidade que o ordenamento permite. O reitor – diz o Professor da Unicamp/SP Roberto Romano no Prefácio a 1ª edição – precisa de autoridade ética e científica. Caso contrário, ele se torna nocivo à Universidade.
O Veredicto da História
Martin Hernandéz
Editora Sundermann, R$ 26
O Veredicto da História apresenta uma visão diferente de todas as análises sobre a restauração capitalista nos estados operários. É única porque separa rigorosamente dois momentos históricos: a restauração do capitalismo e as revoltas de 1989-1991 que destruíram os regimes de partido único no Leste europeu. Vincula as reformas das burocracias governantes à acelerada queda do nível de vida das massas, que resulta nas intensas mobilizações no final da década de 1980. apesar de conseguir derrubar a principal burocracia, a russa, as massas não conseguiram reverter a restauração, provocando uma tragédia humana de dimensões incalculáveis. Com essa análise, Martín Hernández desmascara o mito de que os próprios trabalhadores destruíram o socialismo e mostra a vitalidade da perspectiva revolucionária.
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