nº 53 - Brasília, 11 de julho de 2008
 

ENCONTRO INTERNACIONAL
ELAC aprova luta por "segunda independência" da América Latina e do Caribe

O 1º Encontro Latino-americano e Caribenho dos Trabalhadores – ELAC, realizado nos dias 7 e 8 de julho, em Betim (MG), reuniu 300 delegados (150 brasileiros e 150 estrangeiros) de 21 países para discutir formas de unificar a luta da classe trabalhadora contra a exploração e a opressão dos povos. No encerramento, conclamaram os trabalhadores do continente a lutarem por uma ‘segunda independência’ – esta, sim, verdadeira e soberana.

Participaram trabalhadores da Argentina, da Bolívia, do Chile, da Colômbia, da Costa Rica, de El Salvador, do Equador, do México, do Paraguai, do Peru, do Uruguai, da Venezuela, do Brasil, dos Estados Unidos, da Suécia, de Portugal, da Rússia, da Irlanda, da África do Sul, da Espanha e do Haiti, essa última especialmente aplaudida, em uma manifestação de respeito e solidariedade diante da ocupação do país por tropas brasileiras.

O encontro, aberto e encerrado ao som da Internacional Socialista, aprovou uma pauta conjunta que prevê a luta por emprego e condições dignas de trabalho para todos, pela independência de classe, pela liberdade sindical, contra as centrais governistas, pela oferta de alimentos baratos, pela reforma agrária e pela nacionalização do comércio exterior dos alimentos com controle dos trabalhadores.

Os delegados se posicionaram contrários às reformas neoliberais, e aprovaram a nacionalização dos recursos naturais dos países sem indenização e com controle dos trabalhadores. Também disseram não às empresas e capital misto, ao apontarem a nacionalização sem indenização total.

A privatização dos serviços públicos (incluindo aí educação, saúde, seguridade social, empresas públicas e água) também foi rechaçada pelos delegados, que defenderam o não-pagamento das dívidas interna e externa. Posicionaram-se contrários aos tratados de livre comércio na América Latina e no Caribe, incluindo o MERCOSUL.

Os delegados presentes no ELAC aprovaram também a luta contra a discriminação dos povos nativos, das mulheres, dos negros e dos homossexuais. Aprovaram, ainda, a luta permanente contra a criminalização dos movimentos sociais (em especial o genocídio que ocorre atualmente na Colômbia, em função do ataque as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - FARC).

Na pauta conjunta, consta ainda o repúdio à presença das tropas brasileiras no Haiti e contra a presença imperialista na América Latina e no Caribe, no Afeganistão, na Palestina, no Iraque e em todos os lugares ocupados por forças militares.

Participação do ANDES-SN
Conforme o 1º vice-presidente do ANDES-SN, Antônio Lisboa Leitão de Souza, a diretoria do Sindicato Nacional e de algumas de suas seções sindicais participaram, especialmente, de dois grupos de discussão, o de Educação e o de Serviços Públicos.

Nesses grupos, os docentes do Sindicato Nacional, além de conhecer a realidade enfrentada pelos docentes e pelos servidores públicos nos demais países, puderam discutir estratégias conjuntas de enfrentamento ao imperialismo e ao capital.

Entidades organizadoras
As entidades que convocaram o Encontro foram a Central Operária Boliviana – COB, Coordenação Nacional de Lutas – CONLUTAS do Brasil, Batay Ouvriye – BO do Haiti, Tendência Classista e Combativa do Uruguai – TCC,  Corrente, Classista, Unitária, Revolucionária e Autônoma – CCURA da Venezuela e Mesa Coordenadora Sindical do Paraguai - MeCosi.

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