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  Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN


Data: 01/04/2014

Docentes das IFE intensificam mobilização em abril e pautam decisão sobre greve  

Reunião no final do mês irá deliberar sobre a greve dos docentes das IFE em 2014, a partir de nova rodada de assembleias

Em reunião que contou com a presença de representantes de 41 seções sindicais neste final de semana (29 e 30), o setor das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) do ANDES-SN avaliou a importância de intensificar o processo de mobilização. Para isso, foi definido um calendário de atividades e paralisações que culminará em nova reunião do Setor, no final de abril.

Diversas atividades estão programadas para acontecer durante todo o mês, com destaque para a paralisação nacional no dia 10 (quinta-feira), em vigília durante a audiência entre o Sindicato Nacional e a Secretaria Executiva de Ensino Superior do Ministério da Educação (Sesu/MEC).

De acordo com Marina Barbosa Pinto, 1º secretária do ANDES-SN e da coordenação do Setor das Ifes, as seções sindicais fizeram um debate muito consistente sobre o momento, sobre as dificuldades e as peculiaridades de 2014, tanto do ponto de vista dos desdobramentos de 2012 e 2013, quanto ao fato deste ser um ano eleitoral.

“Consideramos também a mobilização conjunta com os demais servidores federais e específica do setor da educação federal, que já tem uma greve em curso iniciada pela Fasubra e outra deliberada para o dia 21 de abril, dos companheiros do Sinasefe, que estiveram presentes na reunião e trouxeram relatos da mobilização nas suas bases. Além disso, foram destacados os resultados que implantação do projeto de carreira do governo trouxe para a realidade dos professores, consolidando a desestruturação da carreira - o que já era previsto pelo movimento desde 2012 quando a proposta foi amplamente rejeitada pela categoria. Avaliamos ainda o aprofundamento da precarização das condições de trabalho nas IFE”, comentou Marina.

De acordo com a diretora do ANDES-SN, o movimento docente está mobilizado e protagonizou ações significativas, como a paralisação do dia 19 em várias IFE, e apontou a importância de avançar nesse processo. “Ficou evidente a disposição de responder contundentemente e avançar na construção dessa reação. Para isso, aprovamos um calendário que visa à intensificação da mobilização, dando destaque, por exemplo, debates sobre as ações políticas do governo de retirada de direitos e a situação precária nas IFE, com paralisações e atividades com outras categorias”, explica.

A agenda de atividades definida pelo Setor das Ifes (confira mais abaixo) culmina na reunião apontada para os dias 26 e 27 de abril, quando a deliberação da greve nacional dos docentes das IFE 2014 será tomada a partir das decisões na base, com rodadas de assembleias gerais, que devem indicar o período para a paralisação e a relação com a greve das demais categorias.

Moções
Durante a reunião do Setor das Ifes foram aprovadas três moções. Uma em apoio à greve da Fasubra e duas em repúdio às ações da polícia nas Universidades Federais de Campina Grande e de Santa Catarina.


AGENDA DE ATIVIDADES:
- Durante todo o mês de abril – Jornada de visitas promovidas pelas seções sindicais aos Campi e as unidades das IFE para discutir a pauta/mobilização, buscando articulação com os técnico-administrativos e os estudantes.
- Entre os dias 31 de março e 9 de abril – Rodada de Assembleias Gerais, incluindo na pauta paralisação das atividades dos docentes no dia 10 de abril, greve nacional dos docentes das IFE e intensificação da mobilização na categoria.
- Entre os dias 31 de março e 9 de abril – Constituir Comissões Locais de Mobilização (debatendo pauta local e nacional, greve, EBSERH, FUNPRESP...).
- Entre 1 e 25 de abril – Enviar as pautas locais atualizadas para a secretaria do ANDES-SN.
- Dia 2 de abril – Audiência no MEC sobre Hospital da UNIRIO/EBSERH. Representação de e
ntidades nacionais e locais.
- Dia 7 de abril – Ato Pelo Dia Mundial da Saúde convocado pelo Fórum de Saúde do Rio de Janeiro – Campanha 2014 dos docentes das IFES/Defesa da autonomia universitária e contra a EBSERH com representação de entidades nacionais e das seções sindicais - concentração às 16h no Largo da Carioca, Rio de Janeiro.
- Dia 8 de abril – Ato nos Estados da Campanha dos SPF.
- Dia 10 de abril – Paralisação nacional dos docentes das IFE.
- Dia 10 de abril – Audiência do ANDES-SN com a SESU/MEC.
- Dia 10 de abril  – Reunião ANDES-SN/FASUBRA/SINASEFE.
- Dia 11 de abril – Reunião do Fórum Nacional das Entidades dos SPF.

- Entre os dias 11 e 25 de abril – Rodada de Assembleias Gerais, incluindo na pauta a deliberação da greve nacional dos docentes das IFE 2014, com indicação de período e da relação com a greve das demais categorias.
- Entre 22 a 25 de abril – Convocar a CNM.
- Dias 26 e 27 de abril – Reunião do Setor das IFES, em Brasília, incluindo na pauta a deliberação da greve nacional dos docentes das IFE 2014, com indicação de período e da relação com a greve das demais categorias.
- Dia 1 maio – Dia do Trabalhador com atos nos Estados.
- Dia 7 de maio – Marcha a Brasília dos SPF.
- Dia 15 de maio – Dia Nacional de Luta contra as remoções da Copa.

Confira o relatório da reunião


Fonte: ANDES-SN


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5 comentários | 12511 visualizações | 92 avaliações

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ELIANE
07/04/2014
Id: 12428
Acho interessante algumas perguntas que são feitas... Se o proifes recebe até dinheiro do governo federal, por que não seria recebido pelo ministro???

RT
02/04/2014
Id: 12425
Se a reunião contou com 41 representantes das seções sindicais, qual foi o resultado das assembleias locais? Continuamos com informações incompletas!!!!!!

MSC
01/04/2014
Id: 12423
Se eles conseguem, pq nós tb não conseguimos?

MSC
01/04/2014
Id: 12422
Por que o PROIFES é recebido pelo ministro da educação, José Paim, enquanto o ANDES só vai até o secretário?

JANDERSON
01/04/2014
Id: 12421
Sou estudante da UFOP e sou a favor da luta por melhores condições de trabalho dos professores e melhorias na instituições, mas aqui na instituição em que estudo, nem todos estão a favor da greve, pois seria uma complicação maior para a vida de todos, mas se é para ter greve que tenha logo.