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  Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN


Data: 13/12/2017

CSP-Conlutas reafirma luta contra a reforma da Previdência e elege nova SEN

A cidade de São Paulo (SP) recebeu, nos dias 8, 9 e 10 de dezembro, a primeira reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas após o 3º Congresso Nacional da Central Sindical e Popular. A reunião elegeu os novos membros da Secretaria Executiva Nacional (SEN) da entidade, e os delegados presentes reafirmaram a importância da luta para barrar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, da contrarreforma da Previdência.

Na pauta da reunião estiveram deliberações dos Grupos de Trabalho (GTs) pendentes do 3º Congresso, como as questões étnico-raciais, de gênero e LGBT. Também foram debatidas a análise de conjuntura e o plano de ação para o enfrentamento dos desafios postos, especialmente pela ameaça de votação da contrarreforma da Previdência no final desse ano.

Os presentes, então, elegeram a nova composição da SEN, órgão exclusivamente executivo da Central, encarregado da implantação das decisões do Congresso e da Coordenação Nacional. Foram apresentadas 5 chapas. O ANDES-SN apresentou chapa própria para a eleição da SEN e, com 11 votos, elegeu uma representante entre os 27 da SEN.

A chapa “Fortalecer a Central sindical, popular, classista e independente” elegeu 15 pessoas à SEN, a chapa "Somos todos CSP" elegeu 10, e a chapa "Unidos para lutar” elegeu um membro à SEN. A chapa “CSP-Conlutas classista e de base” não obteve votos suficientes para eleger um membro na SEN. A SEN da CSP-Conlutas respeitará a paridade de gênero. Foram eleitos também os membros Conselho Fiscal da CSP-Conlutas, por meio de eleição nominal. O ANDES-SN apresentou dois nomes, sendo que somente um deles obteve votos suficientes para compor o Conselho como último suplente.

Para Luis Eduardo Acosta, 1º vice-presidente do ANDES-SN e um dos coordenadores do Grupo de Trabalho de Política de Formação Sindical (GTPFS) do Sindicato Nacional, a eleição dos membros da SEN evidenciou o aprimoramento progressivo do funcionamento plural e democrático da Central, e a possibilidade de crescimento qualitativo da CSP-Conlutas é demonstrado, também, pelas diversas chapas que disputaram a eleição.

“A participação do ANDES-SN com chapa própria foi uma demonstração da autonomia do Sindicato Nacional em relação às correntes político-gremiais que legitimamente operam na Central. O resultado da composição da SEN revela que há possibilidade de avançar em forma unitária, juntando a CSP-Conlutas com outras forças sociais que não se localizam no campo da Central, no processo de reorganização das lutas da classe para enfrentar o recrudescimento do conservadorismo e os ataques aos direitos sociais da burguesia e deste governo”, diz o docente.

No final da reunião da Coordenação Nacional foram aprovados diversos encaminhamentos dos setoriais, assim como uma declaração geral na qual se reafirma a necessidade de construção das lutas e da Greve Geral. A CSP-Conlutas reiterou sua posição de que, junto com as demais centrais, parará o país caso a PEC 287 entre na pauta de votação da Câmara dos Deputados


Leia abaixo a resolução aprovada na reunião da CSP-Conlutas:

Greve Geral para derrotar a Reforma da Previdência

(se colocar pra votar, vamos parar)

O governo Temer está disposto a atender aos pedidos do empresariado e aprovar a Reforma da Previdência antes de fechar o ano de 2017. Apesar das dificuldades para angariar votos favoráveis à aprovação, o governo ganhou um fôlego com o recuo da greve nacional de 5 de dezembro e está em forte toma lá dá cá com os políticos em troca de votos.

É preciso resistir e defender a aposentadoria dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras.  É preciso barrar essa reforma.

A CSP-Conlutas tem defendido a necessidade de uma greve geral para derrotá-la e se posicionou de maneira firme contra a cúpula da maioria das centrais ao desmarcar a greve nacional do dia 5.

Fizemos um chamado nacional a que se mantivesse o dia de luta, com mobilizações e atos na maioria das capitais e paralisações em algumas delas. A CSP-Conlutas foi parte importante da manutenção das atividades do dia.

Na última reunião das centrais, realizada nesta sexta-feira (8), a CSP-Conlutas defendeu a marcação imediata da greve geral, entendendo que é fundamental uma data para preparar a paralisação. Entretanto, a maioria das centrais defendeu que ao não ter marcada a votação da reforma, não é possível marcar a paralisação. Assim ficou aprovado que a greve será convocada imediatamente caso seja marcada data para a votação no Congresso Nacional.

A partir da decisão das centrais, nos próximos 15 dias haverá uma jornada de lutas com a palavra de ordem: “Se colocar em votação, o Brasil vai parar”. Foi aprovada a realização de plenárias estaduais que organizem mobilizações unitárias de cidades de todo o país, assembleias de trabalhadores, protestos em aeroportos, manifestações e protestos dos movimentos sociais.

Diante de tal resolução, a CSP-Conlutas convoca todas as suas entidades e movimentos a realizarem uma forte mobilização a partir desta semana para impedir a votação da Reforma da Previdência.

A CSP-Conlutas estará nas ruas, nos locais de trabalho, nas escolas, nas universidades, nas lutas dos movimentos sociais e pronta para convocar a greve geral em defesa da aposentadoria dos trabalhadores.

É preciso buscar reativar os “Comitês de luta contra as reformas da previdência e trabalhista”, de maneira ampla. Fazer o chamado aos sindicatos e às centrais em cada estado e região para construir esses espaços de unidade de ação e fortalecer desde baixo um movimento contra as reformas.

Cumprindo o seu papel de unificar os trabalhadores organizados em sindicatos e movimentos populares, estudantil e de luta contra a opressão, precisamos construir esses espaços também em parceria com tais movimentos, incorporando suas demandas e lutando de maneira conjunta.

Frente à traição das cúpulas das grandes centrais sindicais, que cancelaram a convocação da greve nacional do dia 05/12. E frente à continuidade da trégua imposta por estas centrais que na sua última reunião se recusaram a apontar a construção de um plano de luta e uma nova greve geral, a CSP-Conlutas vai denunciar em seus materiais essa traição e a trégua das centrais exigindo a construção de uma nova greve geral já, construída a partir da base, com assembleias e comitês por local de trabalho e estudo que seja capaz de barrar a reforma da previdência e revogar a reforma trabalhista.

Neste sentido, vamos propor a todos os sindicatos, independente das centrais a que são filiados, que votem também, em suas bases, a rejeição às reformas e o chamado a que as centrais convoquem a greve geral.

A Coordenação Nacional da CSP-Conlutas, reunida nos dias 08, 09 e 10 de dezembro de 2017, reafirma a necessidade de construir a greve geral contra a Reforma da Previdência, contra a implementação da reforma trabalhista, pela revogação da lei da terceirização e pelo Fora Temer e todos os corruptos do Congresso.

Plano de ação

Orientar as entidades e movimentos filiados a intensificar a mobilização/luta na próxima semana e na de votação da reforma da previdência, dada a sua real possibilidade para 18 de dezembro de 2017;

Orientar também que as entidades e movimentos articulem plenárias/assembleias/reuniões unitárias para aprovar a greve no dia 18.12.2017, data provável de votação da reforma da previdência;

Realizar um Dia Nacional de Luta, em 13 de dezembro, contra a reforma da previdência.


Com informações e imagem de CSP-Conlutas

 


Fonte: ANDES-SN


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