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  Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN


Data: 12/09/2018

Última universidade fundada por Darcy Ribeiro, Uenf recebe Encontro das Iees/Imes

A Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) receberá, de 21 a 23 de setembro, o XVI Encontro Nacional do Setor das Iees/Imes do ANDES-SN. Criada em 1993 por Darcy Ribeiro, que hoje dá nome à instituição, a Uenf luta para sobreviver à crise que assola as universidades estaduais do Rio de Janeiro.

Luciane Soares da Silva, presidente da Associação dos Docentes da Uenf (Aduenf – Seção Sindical do ANDES-SN), conta que a Uenf atende a boa parte da população da região, acolhendo muitos estudantes do interior fluminense. Os índices de pobreza são altos e os de desenvolvimento humano baixos, apesar das fortunas que passam por lá por conta da exploração do pré-sal e de seus royalties.

“A Uenf é importante para a região, pois forma educadores e também realiza pesquisas que contribuem para o desenvolvimento regional, como as da engenharia e exploração de petróleo”, afirma a docente. Segundo Luciane, a grande maioria dos estudantes da Uenf vive basicamente de bolsas e, por isso, tem sofrido muito com a crise das universidades fluminenses.

A docente ressalta a importância de sediar o Encontro do Setor das Iees/Imes para a Aduenf-SSind. “No interior nossa luta é mais difícil. É mais complicado ir até a capital, até a Assembleia Legislativa (Alerj), etc. Por isso é importante o trabalho do ANDES-SN de fazer com o que o movimento docente das três universidades lute conjuntamente. Receber o Encontro do Setor aqui servirá para mostrar como funciona a universidade no interior, e também para marcar a luta dos docentes das universidades estaduais do Rio de Janeiro, em especial das menos visíveis”, diz Luciane.

Por fim, a presidente da Aduenf-SSind lembra que, apesar da aprovação na Alerj em dezembro, as universidades estaduais seguem sem receber o duodécimo. Para Luciane, essa medida coloca novamente em risco as condições de trabalho e de estudo nas universidades fluminenses. O próprio governo do estado já afirmou que só tem dinheiro para pagar as duas próximas folhas salariais. “Não podemos correr o risco de voltarmos a viver a situação de 2017, quando tivemos salários atrasados e parcelados, gerando endividamento na categoria”, critica a docente.

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Fonte: ANDES-SN


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