Em todo o mundo, mulheres saem às ruas para lutar por seus direitos

Atualizado em 08 de Março de 2019 às 17h53

Milhões de mulheres de todo o mundo saíram às ruas nesta sexta-feira (8), Dia Internacional de Luta da Mulher Trabalhadora. Em alguns países, como Itália e Espanha, as mulheres também cruzaram os braços, aderindo à Greve Internacional de Mulheres.

Manifestação nas Filipinas

Da Ásia à Europa e da Oceania à África havia muitas bandeiras de luta comuns. O combate à desigualdade de gênero era uma delas. As mulheres de todo o mundo protestaram por direitos e salários iguais aos dos homens. Também gritaram alto contra a violência de gênero e os feminicídios. E reivindicaram a descriminalização e a legalização do aborto.

Mas também houve lutas por pautas específicas. Nas Filipinas, por exemplo, as mulheres saíram às ruas de Manila, capital do país, para protestar contra o governo. O presidente Rodrigo Duterte é considerado pelo movimento de mulheres um misógino e frequentemente faz piadas públicas em alusão a estupros. Uma mulher ou criança filipina é estuprada por hora, em média. A manifestação filipina se dirigiu até o palácio presidencial. Também foi organizada, como forma de protesto, uma exposição de roupas usadas por mulheres estupradas no país. Ainda na Ásia, na Coréia do Sul, as manifestações em Seul, capital do país, foram lideradas por estudantes.

No Sudão, África, as mulheres lideram há semanas as grandes manifestações que pedem a queda do ditador Omar Hassan al-Bashir. Omar governa o país há 30 anos. Na quinta (7), uma nova mobilização foi organizada, justamente às vésperas do 8 de Março. Dezenas de mulheres foram feridas, e outras dezenas foram presas por participar dos protestos. Na Argélia, os protestos de 8 de Março também se deram em meio à luta pela queda do governo. Argelinas e argelinos lutam contra a quinta reeleição do presidente Abdelaziz Bouteflika.

Ato do 8 de Março em Istambul

As ruas da Europa também foram tomadas por mulheres reivindicando seus direitos. Na Espanha teve lugar uma Greve de Mulheres que paralisou diversos serviços. As manifestações começaram de madrugada e ocorreram em mais de 400 cidades espanholas. Os maiores atos foram realizados nas cidades de Barcelona, Bilbao e Madri, capital do país.

Na Itália também houve Greve de Mulheres. Em Roma, capital do país, a greve paralisou os transportes públicos, o aeroporto e os serviços públicos de educação e saúde. O mesmo se repetiu em outras grandes cidades, como Milão, Turim e Nápoles. No final da tarde, centenas de milhares de italianas saíram às ruas levantando a bandeira “Nem Uma a Menos”.

Grandes manifestações também foram registradas em outros países europeus. É o caso de França, Portugal, Holanda, Bélgica, Polônia, Grécia e Turquia, por exemplo. Em Istambul, capital turca, a manifestação foi reprimida pela polícia. Já na Alemanha, a capital Berlim se tornou a primeira cidade da União Europeia a decretar o dia 8 de Março como feriado municipal.

Já nos Estados Unidos, as jogadoras da seleção feminina de futebol ganharam as manchetes. Como forma de protesto no 8 de março, as jogadoras abriram processo contra a federação de futebol por discriminação de gênero. Elas reivindicam que os valores das premiações pagas ao time feminino sejam iguais ao do time masculino. No México, a manifestação de mulheres lotou a Praça da Revolução, na capital do país.

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