
Manifestações das Seções Sindicais do ANDES-SN
no Dia Nacional de Luta dos Servidores Públicos Federais
Mobilização em defesa do serviço público federal movimenta o RJ
ADUR-RJ e SINTUR participam do Dia Nacional de Lutas,
que levou centenas de funcionários públicos da Candelária à Cinelândia
ADUR-RJ S. Sind.
Em 17 de abril, servidores públicos federais de diferentes movimentos sociais se reuniram na cidade do Rio de Janeiro para protestarem contra as reformas neoliberais do governo Lula. Criticaram também o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que não altera sua política de submissão ao mercado, em detrimento do ataque às conquistas dos trabalhadores.
A Profa. Lenir Lemos Furtado Aguiar e o Prof. Lenício Gonçalves representaram a Associação de Docentes da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (ADUR-RJ S. Sind.). O Sindicato dos Técnico-administrativos da mesma instituição também participaram do evento.
ADUR-RJ e SINTUR juntaram-se aos manifestantes, que se posicionaram contra a Reforma Universitária e contra as agressões a autonomia das Instituições de Ensino Superior. Também se mobilizaram pelo cumprimento da pauta de reivindicação dos servidores públicos federais, referente à Campanha Salarial 2007, assim como protestaram contra a violência no campo, defendendo a luta pela terra. Lembraram dos 11 anos do massacre de Eldorado dos Carajás (Pará), onde 19 trabalhadores foram mortos pela Polícia Militar, durante confronto, e seus algozes ainda continuam impunes.
Na ocasião, representantes do MST, do ANDES-SN, da Conlutas, da Intersindical, do Sinasefe, da ADUFRJ, da Aduff e do Sintuff, dentre outras entidades participantes, engrossaram o coro que seguiu da Candelária à Cinelândia: "um, dois, três, quatro, cinco mil. Ou se pára o PAC ou paramos o Brasil".
Manifestantes fecham a avenida Rio Branco para protestar contra governo Lula
Site da ADUFRJ
Em todo o país, milhares de trabalhadores do campo e da cidade, além de estudantes, foram às ruas protestar contra a política econômica do governo Lula, no último 17 de abril. O Dia Nacional de Luta contra as reformas neoliberais, pela reforma agrária e em defesa dos serviços públicos foi uma das ações decididas no Encontro Nacional contra as reformas, ocorrido em 25 de março, em São Paulo.
No Rio de Janeiro, houve uma passeata da Candelária à Cinelândia como há muito não se via. Centenas de manifestantes ocuparam todas as pistas da Rio Branco, durante o trajeto. A atividade foi considerada vitoriosa pelos organizadores pela quantidade de presentes e, principalmente, pelo amplo espectro de forças políticas representadas.
O ato também foi marcado pela emoção de lembrar os 11 anos da chacina de Eldorado dos Carajás (PA), na qual 19 trabalhadores rurais sem-terra foram mortos e outras dezenas feridos. Passado todo este tempo, os comandantes da polícia do Pará que executaram os trabalhadores ainda não foram punidos.
Honório Oliveira, pelo Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL), comentou sobre o massacre de Eldorado dos Carajás: “Hoje é um dia de luta em memória dos companheiros assassinados”, disse. Segundo ele, os ventos da mudança estão soprando no continente: “Se aqui Lula dá as mãos a Bush, na América Latina existe um movimento organizado que aposta em um novo rumo”, disse.
Movimento contra reforma universitária
Vitor Mariano, do Centro Acadêmico de Letras da UFRJ, comentou que o dia 17 de abril não é uma data qualquer: “Do grande massacre que o governo FHC fez em Eldorado dos Carajás nós nunca vamos esquecer. Assim como não vamos esquecer do conjunto de reformas que o governo Lula quer implantar”, disse. O estudante chamou a atenção para a reforma universitária e ponderou sobre a necessidade de se fazer um grande movimento de convencimento da sociedade sobre os prejuízos que as contra-reformas lulistas poderão causar. “Isso só vamos conseguir com muita organização e muita luta”, disse.
Jorge Badauí, da Coordenação Nacional de Luta dos Estudantes (Conlute), considerou o ato do dia 17 de abril como um pontapé inicial da necessária resposta ao governo Lula: “Também nós estudantes estamos dando nossa resposta como Frente de Luta contra a Reforma Universitária, levando o debate para todo país, em cada sala de aula”, comentou.
A diretora do Andes-SN (Regional Rio) Cristina Miranda também criticou a reforma universitária de Lula: “Além das outras reformas, somos especialmente contra a reforma universitária, que pretende transformar as universidades em escolões de 3º grau com ensino a distância. Queremos construir uma universidade para os filhos dos trabalhadores”, ressaltou. “Espero que possamos fazer do 1º de maio um ato tão bonito e unitário como fizemos aqui hoje”, acrescentou.
O Dia Nacional de Luta também atraiu representantes dos estudantes que lutam pelo passe livre no estado. Para Mateus Ribeiro Campos, do Cefeteq, o retrato precário da Educação no país é claro, com alunos que têm aulas em banheiro. “O governo Lula, além de não lutar pela Educação, não move uma palha pelo passe livre”, disse.
Pelo Sindscope (sindicato dos servidores do Colégio Pedro II), Albano Teixeira lembrou que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo Lula significa um ataque mais profundo aos direitos dos trabalhadores. “Vem aí uma camisa-de-força para os funcionários federais. Se tiver aumento salarial, será ínfimo”, observou, em referência ao dispositivo do projeto do governo que restringe os gastos com pessoal. Albano também alertou sobre a criação do Fórum Nacional da Previdência, que certamente produzirá novos ataques aos direitos previdenciários dos trabalhadores da iniciativa privada e do setor público.
Discursos lembram importância da unidade dos movimentos
Marcílio Lourenço, da coordenação do Sintufrj, falou sobre a importância de a passeata reunir movimentos do campo e da cidade. “A insatisfação está nas ruas”, afirmou. O técnico-administrativo em Educação classificou como uma vergonha a atitude de os parlamentares reajustarem seus próprios salários para valores tão altos, enquanto se ameaça um congelamento das remunerações dos servidores, através do PAC.
Outro representante técnico-admi-nistrativo, desta vez do sindicato da UFF, Pedro Rosa elogiou a ocupação das ruas de todo o país pelos servidores federais, ao lado de funcionários da iniciativa privada e estudantes, entre outros movimentos. “Esse é o caminho: o da unidade entre traba-lhadores do campo e da cidade. Apesar da CUT, a resposta está aqui. Apesar da UNE, a resposta está aqui”, falou, em referência às organizações, antes combativas, que se transformaram em pilares de apoio do governo Lula.
Pela Conlutas, Gualberto Tinoco, o Pitéu, também ressaltou a unidade tão necessária entre os movimentos que se opõem às reformas neoliberais: “Precisamos derrotar o governo Lula e sua reforma sindical, reforma trabalhista, reforma universitária. São reformas que atacam nossos direitos. Esse é o caráter deste ato”, disse.
Evandro Tavares, da Intersindical, avaliou que o momento dos trabalhadores foi agravado pela traição do governo Lula e da CUT. “Hoje, o governo pega 60% de todo o dinheiro do país para pagar dívida. Vamos construir atos cada vez maiores para imprensar Lula contra a parede”, afirmou. Também diretor do Sintrasef, não deixou passar em branco a recente desfiliação de seu sindicato da CUT, no fim de semana anterior. “Demos um passo à esquerda”, completou.
O próximo passo unitário dos trabalhadores do campo e da cidade, além de estudantes, ficou marcado para o 1º de maio, nos arcos da Lapa, a partir das 14h.
Manifestação na reitoria da UFPE marca o Dia Nacional de Luta dos Servidores Federais
Site da ADUFEPE
Servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Pernambuco se reuniram em frente ao prédio da reitoria, onde fizeram uma manifestação como parte das atividades programadas para o Dia Nacional de Luta dos Servidores Públicos Federais .
Um café da manhã foi organizado ao lado da principal porta de acesso à reitoria. Ali, os servidores afixaram nas paredes e pelo chão, cartazes com reivindicações da categoria e contra as reformas do governo, além de um painel com fotografias que denunciavam o estado de degradação do setor de arquivo do Hospital das Clínicas.
Mesmo com o recesso acadêmico, muitos servidores compareceram ao ato que seguia determinação da última plenária da CNESF (Coodenação Nacional de Entidades de Servidores Federais) realizada no mês de março, em Brasília, ocasião em que foi lançada a Campanha Salarial 2007.
Segundo Luiz Antônio de Araújo Silva, engenheiro agrônomo da UFRPE e diretor geral da Fasubra - órgão que congrega servidores técnico-administrativos de todo o país - a paralisação teve como objetivo dar o pontapé inicial na luta das entidades federais de Pernambuco pela campanha salarial, aglutinando-as num fórum para combater as reformas neoliberais e, ao mesmo tempo, defender os pontos da própria pauta dos servidores, como as diretrizes do plano de carreira, a paridade entre e ativos aposentados.
Luiz Antônio Antônio destacou a questão da perda de direitos com a reforma da Previdência e a luta pela retirada do item sobre pessoal contido no PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), um elemento nocivo que tende a congelar o salário público, gerando conseqüentemente um arrocho salarial ainda pior que na era FHC.
Para o agente administrativo da UFPE Lenilson Santana, do Sintufepe, a paralisação na UFPE teve representação dos diversos setores da universidade, sinalizando que é possível fazer uma greve vitoriosa caso o governo continue atacando os servidores como vem sendo feito, por meio do PAC, da lei de greve e de outras ações.
A paralisação nacional, segundo Lenilson, foi mais forte no Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, com a participação de diversos sindicatos nas passeatas e atos públicos.
No documento dirigido ao reitor da UFPE, Amaro Lins, os servidores exigem a convocação do Conselho Universitário para um posicionamento sobre a questão da carreira dos funcionários, e ainda sobre a situação do Hospital das Clínicas que se encontra em estado de muita precariedade como demonstrada nas fotografias expostas. "O reitor disse desconhecer a situação, o que causa estranheza já que está no final do mandato", afirma Lenilson.
O professor Evson Malaquias, diretor do ANDES-SN e representante da ADUFEPE na manifestação, lembrou que além de ser o Dia Nacional de Lutas dos Servidores Federais, este 17 de abril marca também o lançamento do Abril Vermelho, pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, tornando-se, portanto uma luta de todos os brasileiros do campo e da cidade. Os servidores da UFPE se somam a essa luta, fortalecendo-a. Evson recordou que a pauta de reivindicações específica da categoria já foi entregue ao governo quando do lançamento da Campanha Salarial 2007 e que a partir deste 17 de abril, foi demarcado o momento de luta nacional em Defesa da Universidade Pública e Gratuita e por melhores condições de trabalho.
Ato afirma unidade entre trabalhadores contra reformas.
Servidores da UFPR fazem manifestação contra o PAC
GAZETA DO POVO ONLINE
Pelo menos 150 pessoas participaram de uma assembléia comunitária dos servidores da Universidade Federal do Paraná (UFPR), realizada na tarde desta terça-feira no pátio da Reitoria da instituição. A manifestação foi um protesto contra um dos itens do Plano de Aceleração do Crescimento do Governo Federal que, segundo o Sindicato dos Servidores da UFPR (Sinditest), congelaria os salários por 10 anos. Além disso, houve protestos contra a privatização do Hospital das Clínicas.
A avaliação dos manifestantes foi positiva. “Considerando que os funcionários não são tradicionalmente muito agitados, tivemos a participação de um bom número de pessoas. A manifestação serviu para mostrar o nosso descontentamento. Como era uma assembléia comunitária, cada representante fez o seu pronunciamento e depois fomos recebidos pelo reitor para a entrega formal das reivindicações”, disse Rita de Cássia Kavulak, servidora estatutária da UFPR e membro do Sinditest.
Participaram da assembléia representantes do Sinditest, da Associação dos Professores da UFPR e do Diretório Central dos Estudantes da instituição. Segundo Rita de Cássia, o PAC prevê que apenas 1,5% do PIB nacional seja destinado para o pagamento dá folha funcional. “Isso congelaria nossos salários pelos próximos 10 anos. O percentual estabelecido não cobra nem o chamado crescimento vegetativo, sem considerar nem promoções por qualificação e aprimoramento”.
Além das questões nacionais, uma pauta com reivindicações locais também foi apresentada pelo sindicato. O principal item diz respeito a manutenção da carga horária de 30 horas conquistada pela categoria em 2005. A representante do Sinditest explicou que os órgãos públicos estão sofrendo um esvaziamento. “Todas as pessoas que entraram nos últimos concursos já saíram. Eles chegam, constatam a carga de trabalho e o salário, em comparação com a iniciativa privada, e resolvem sair”.
Algumas das reivindicações ganharam apoio, inclusive, do reitor Carlos Augusto Moreira Júnior. “Ele foi receptivo às questões locais e garantiu que a jornada de 30 horas será mantida, já que foi uma vitória da nossa categoria. Em relação à pauta nacional, ele também se mostrou sensível, já que com o esvaziamento de funcionários fica muito difícil qualquer reitor gerir uma universidade como a nossa”, concluiu.
Em um ato simbólico de defesa Hospital das Clínicas, que poderia ser privatizado, os manifestantes abraçaram o prédio do HC.