Descrição
Título: Crise econômica, educação e defesa de direitos sociais
Data: 19/7/2009
Fonte:

 

 
Crise econômica, educação e defesa de direitos sociais

Em entrevista sobre 54º Conad, presidente do ANDES-SN, Ciro Correia, analisa vários temas discutidos no encontro

 

Por Carla Lisboa

 

“Unir os trabalhadores para enfrentar a crise, defender a educação e os direitos sociais” é o desafio que as lideranças sindicais dos docentes ligados ao ANDES-SN se propuseram a enfrentar pelo menos pelos próximos seis meses, até a realização, em Belém do Pará, do 29º Congresso Nacional da entidade. O desafio foi o tema central do 54º Conselho do ANDES-SN (CONAD), em curso desde o dia 16 e com término previsto para hoje (19).

 

Considerado um dos mais importantes encontros do Sindicato Nacional, o Conad é a ocasião em que as representações das seções sindicais se reúnem para atualizar o plano de lutas da entidade – a fim de atender às demandas específicas dos três setores representados pelo ANDES-SN, as instituições públicas de ensino superior dos âmbitos federal, estadual e municipal e as do setor privado – e para rever o seu projeto de atuação nas lutas gerais dos trabalhadores pelos direitos sociais, tudo de acordo com uma profunda leitura da conjuntura nacional e internacional.

 

O presidente do ANDES-SN, Ciro Correia, explica que a escolha do temário deste Conad se justifica pelo fato de a luta geral do Sindicato, e dos diferentes setores, ocorrer num momento de crise econômica e também no período em que Estado brasileiro busca se desobrigar do seu papel e se põe a serviço de interesses dos setores de maior poder econômico, os quais, mesmo num contexto de crise, procuram reorganizar-se para continuar se beneficiando da concentração de riqueza e da exploração da força de trabalho.

 

“Infelizmente, é nos momentos de crise econômica, gerada pelo sistema capitalista de produção em vigor, o qual é excludente e concentrador de riqueza, que o governo procura pôr a estrutura do Estado e dos órgãos da sociedade, como a universidade, a serviço dos interesses mercadológicos”, analisa. Segundo ele, o movimento docente ligado ao ANDES-SN defende um conceito diferente de universidade pública, segundo o qual essas instituições devem estar a serviço dos interesses globais da sociedade e, em particular, em relação à educação, como direito de todos. “Portanto, uma obrigação do Estado. E no setor privado, sob supervisão e controle estatal”, diz.

 

No entendimento de Correia, diante dessa situação é natural que o Sindicato procure se unir com outros movimentos até porque sabe que nenhuma força social isolada consegue encaminhar essa luta de modo eficaz. “É preciso uma união de todos os que sofrem as conseqüências da crise para procurar superar essa realidade e fazer uma necessária contraposição a fim de que o ônus dela não recaia sobre as forças trabalhadoras, nem dos que trabalham no sistema privado, nem nos do sistema público, e muito menos sobre a precarização ainda maior das condições de trabalho nas universidades”, afirma.

 

Confira aqui a entrevista em que Ciro Correia faz a análise sobre vários temas em debate no movimento docente e destaques pontuais de alguns assuntos, como reforma universitária e extinção da dedicação exclusiva, discutidos no 54º Conad, os quais foram objeto de reflexão e de revisão do plano de lutas do Sindicato.

Fonte: