ANDES-SN repudia declarações de Onyx sobre a UFS

Publicado em 06 de Maio de 2019 às 16h44.

A diretoria do ANDES-SN divulgou nota na sexta-feira (3) em repúdio às declarações de Onyx Lorenzoni, ministro chefe da Casa Civil, sobre a Universidade Federal de Sergipe (UFS). Em entrevista à Globo News, o ministro comparou equivocadamente a UFS a uma instituição privada sergipana para justificar os cortes de orçamento promovidos pelo governo.

“Ao contrário do que defende o ministro, as instituições de ensino devem ser valorizadas e incentivadas a desenvolver sua capacidade plena e não serem punidas ou extintas por avaliações equivocadas e parciais que desvelam o preconceito com a região Nordeste e a falta de conhecimento dos representantes do executivo federal sobre o papel da educação para a sociedade, e especificamente, a função da universidade pública para o desenvolvimento de um país autônomo, democrático e que produza conhecimento e ciência para a melhoria das condições de vida da população”, afirma a nota da diretoria do ANDES-SN.

Leia aqui a nota completa.

Em Aracaju, comunidade acadêmica se manifesta contra ministro

A comunidade acadêmica da UFS realizou, na sexta, uma grande plenária unificada para debater os ataques do governo à educação. Participaram mais de 200 pessoas, entre docentes, técnico-administrativos e estudantes.

Plenária na UFS em Aracaju

A vice-reitora da instituição, Iara Campelo, leu uma nota na plenária. Segundo a nota, o ministro mentiu com dados falsos sobre os programas de pós-graduação, sobre o ensino, a pesquisa e a extensão da universidade.

“Todas as bases de dados do Ministério da Educação mostram que a UFS tem um desempenho muito acima em relação a outras instituições de ensino superior do estado de Sergipe. Respondemos por 84% do número de pesquisadores de produtividade do CNPq em nosso estado. Pesquisas de excelência para a inovação tecnológica do país como a biotecnologia, energias renováveis, meio-ambiente, desenvolvimento da agricultura e tecnologias sociais são desenvolvidas na UFS”, afirmou a vice-reitora, lendo a nota.

Na plenária, o sentimento era de indignação. Falas em defesa da educação pública, contando a história de crescimento e expansão da UFS, depoimentos de professores e funcionários com mais de duas décadas de trabalho na universidade. Estudantes cotistas, negros e do interior, de cursos que não existiam, de cursos atacados como artes, filosofia e sociologia.

A plenária deliberou pela construção Greve Nacional da Educação no dia 15 de maio e da Greve Geral contra a reforma da Previdência no dia 14 de junho.

Com informações e imagem de Adufs-SSind. Edição de ANDES-SN

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