O processo de violência contra quem luta, quem defende os interesses da classe trabalhadora e a educação pública e gratuita tem se intensificado, principalmente a partir da ascensão recente da extrema direita, que, no Brasil, é representada pelo bolsonarismo e pelo MBL, hoje partido Missão. São dois setores que, apesar de suas disputas pontuais, se complementam e atuam com o notório objetivo de estabelecer uma política ultraneoliberal e que ataca todas as dimensões dos direitos da população trabalhadora.
Recentemente, o professor da USP e juiz do trabalho, Jorge Luiz Souto Maior, foi violentamente atacado no canal de propaganda do candidato do partido Missão, que utiliza a imagem do docente para atacar todas(os) aquelas(es) que defendem os direitos sociais e trabalhistas, tão vilipendiados por governos de direita e de extrema direita em vários países.
Esse episódio, muito distante de ser um caso isolado, expressa o modus operandi da extrema direita brasileira, que, visando alimentar suas bolhas e seu nicho político intolerante e antipopular e alimentar a cultura do ódio, atua como agente direto da manutenção do sistema econômico, político e social de privilégios, colocando-se como defensora dos interesses de banqueiros, latifundiários e grandes patrões, ao mesmo tempo em que produz conteúdos voltados à obtenção de engajamento nas redes sociais .
Dessa forma, o ANDES-SN vem manifestar seu mais veemente repúdio ao ataque vil e desonesto contra o professor Jorge Luiz Souto Maior, colocando-se à disposição do docente para o diálogo, reafirmando seu compromisso com a defesa da liberdade de cátedra, dos direitos sociais e trabalhistas e da organização da classe trabalhadora. Reafirmamos, ainda, que seguiremos mobilizadas(os) para derrotar a extrema direita nas ruas, nas redes e nas urnas.
Brasília, 31 de julho de 2026.
Diretoria do ANDES-Sindicato Nacional