Clínicas privadas pretendem vender vacina contra Covid a partir de março

Publicado em 05 de Janeiro de 2021 às 17h47

 

Enquanto o governo de Jair Bolsonaro segue inoperante na organização de uma campanha nacional de vacinação contra a Covid-19, representantes de clínicas de vacinação privadas anunciaram a intenção de compra de 5 milhões de doses do imunizante Covaxin, desenvolvido na Índia, para comercialização no Brasil.


Em nota, a Associação Brasileira das Clínicas de Vacina informou que uma comitiva embarca, nessa segunda-feira (4), para conhecer a fábrica da Bharat Biotech, empresa farmacêutica responsável pela produção da vacina. Segundo a ABCVac, “a viagem ao país asiático é para viabilizar a importação da vacina no Brasil pelas clínicas privadas, após sua autorização pela Anvisa”.


A previsão da ABCVac é iniciar a comercialização da vacina em março. “Dessa forma, a população não coberta pelo PNI terá acesso ao imunizante, o que fará com que o Brasil estenda a vacinação mais rapidamente”, argumenta, em nota, a entidade.


Com isso, mais uma vez, a parcela mais pobre e desassistida da população brasileira seguirá mais suscetível à contaminação e morte pela Covid-19. Conforme já alertado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por diversas entidades que lutam em defesa da saúde pública e do SUS, a imunização da população só será eficaz se for planejada coletiva e nacionalmente, através do Programa Nacional de Imunização (PNI).


O ANDES-SN defende que a vacinação contra a Covid-19, assim como demais doenças, deve ser pública e gratuita, para todas e todos, oferecida pelo Sistema Único de Saúde. “Vacina gratuita é um direito da população e um dever do Estado”, afirma Rivânia Moura, presidenta do Sindicato Nacional.

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