Greve Nacional da Educação: protestos se espalham pelo país

Publicado em 15 de Maio de 2019 às 15h56. Atualizado em 16 de Maio de 2019 às 13h29

A quarta-feira, 15 de maio, amanheceu diferente no Brasil. Desde as primeiras horas da manhã, professores, estudantes, técnico-administrativos e movimentos sociais começaram as mobilizações da Greve Nacional da Educação.

Greve Nacional da Educação ocupa ruas do país

Primeira greve nacional contra as políticas do governo de Jair Bolsonaro, a Greve da Educação teve início com manifestações em centenas de cidades do Brasil. Muitas universidades, institutos e CEFETs amanheceram fechados pela comunidade acadêmica, em protesto contra os cortes de orçamento e de bolsas.

Sindicatos estaduais de professores da rede básica têm divulgado números altos de adesão à greve: de 80 a 90% das escolas públicas não abriram as portas nesta quarta. A Greve Nacional da Educação também luta contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 06/2019, da Reforma da Previdência.

Antonio Gonçalves, presidente do ANDES-SN, ressaltou a importância da Greve durante o ato desta manhã em Brasília (DF). “Os docentes, os trabalhadores da educação, os estudantes e a sociedade estão parando hoje, porque na educação não se mexe. Depois do estelionato eleitoral, fica cada vez mais claro o projeto desse governo que é de alienação pelo trabalho, de alienação pela educação”, afirmou.

“Mexeram em um vespeiro e o povo está na rua, para derrotar todas as políticas neoliberais desse governo, que rebaixam a qualidade de vida para o nosso povo. Estamos aqui para dizer não! Vamos sair daqui com uma tarefa importantíssima, a de manter a mobilização para a grande Greve Geral do dia 14 de junho. Vamos derrotar todas as políticas do governo Bolsonaro!”, completou o presidente do ANDES-SN.

Os atos pelo país

Ato em Fortaleza

As capitais do nordeste registraram manifestações gigantescas. Em Fortaleza (CE), os organizadores estimam que 100 mil pessoas se mobilizaram pela manhã. A manifestação teve início na Praça da Bandeira e caminhou até a reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), no bairro do Benfica.

Ato em Salvador

Em Salvador (BA), outro grande ato. Com a presença dos docentes em greve das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba). A manifestação começou no Campo Grande e caminhou pelas ruas da capital baiana. Em Aracaju (SE), a comunidade acadêmica realizou um piquete na entrada da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Em João Pessoa (PB), também foi registrada grande manifestação.

Ato em Belo Horizonte

O centro de Belo Horizonte (MG) também foi tomado por grevistas em defesa da educação pública. O ato começou na Praça da Estação e depois se deslocou pelo centro, passando e parando pela Praça Sete e pela Praça Raul Soares. Segundo a organização do evento, participaram 250 mil pessoas.

Ato em São Paulo

Em São Paulo (SP), a manifestação ocupou os dois sentidos da avenida Paulista. Grevistas do interior do estado chegam de ônibus a todo momento. De manhã, um grande ato foi realizado no campus Butantã da Universidade de São Paulo (USP). Os manifestantes seguiram de metrô até a avenida Paulista. Grandes manifestações também foram registradas em Campinas, São Carlos e Ribeirão Preto.

No Rio de Janeiro (RJ), sob chuva, professores universitários foram até a Praça XV para mostrar à sociedade a importância da educação pública. A manifestação está marcada para o final da tarde, na Candelária.

Ato em Belém

No norte do país, as manifestações começaram cedo. Em Belém (PA), o ato iniciou às 8h na Praça da República. Em Manaus (AM), onde professores da rede estadual estão em greve há um mês, o ato teve grande comparecimento.

Ato em Porto Alegre

No sul do país, grandes manifestações foram registradas, apesar da chuva e do frio. Em Porto Alegre (RS), o ato unificado começou cedo, passando pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), pelo Instituto Federal (IFRS) e pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Em seguida, os manifestantes se somaram a estudantes e professores da rede básica, também no centro da capital gaúcha. Um grande ato está marcado para o final da tarde na Esquina Democrática.

Ato em Curitiba

Em Curitiba (PR), a manifestação começou logo cedo na Praça Santos Andrade, em frente ao prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Milhares de manifestantes seguiram em marcha pelo centro da cidade, até a Boca Maldita. Em Florianópolis (SC), após piquetes em instituições de ensino, a marcha começou a andar no final da manhã. Mais de 30 mil pessoas marcharam pela avenida Beira Mar.

Ato em Brasília

Em Brasília (DF), mais de 50 mil pessoas se manifestaram no final da manhã, na Esplanada dos Ministérios.

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