Greve nas universidades estaduais do Paraná é suspensa; mobilização continua

Publicado em 19 de Junho de 2023 às 16h54

Docentes das sete universidades estaduais do Paraná (Unespar), do Oeste do Paraná (Unioeste), do Norte do Paraná (Uenp), de Ponta Grossa (UEPG), de Maringá (UEM), Londrina (UEL) e do Centro-Oeste (Unicentro) suspenderam a greve, iniciada no mês de maio, até que o governo de Ratinho Júnior (PSD) efetive o compromisso público de encaminhar o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) das servidoras e dos servidores públicos estaduais.  

Apesar da suspensão da greve, as e os docentes das universidades estão em estado de greve e com possibilidade concreta de retomada da paralisação em caso de descumprimento dos compromissos assumidos pelo governo com as e os docentes. A luta pela reposição salarial, em defesa da universidade pública e de melhores condições de trabalho permanece. 

Foto: Sindiprol/Aduel

Na terça-feira (20), o Comando Estadual de Greve cumpre uma agenda na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em Curitiba, para tratar da reposição salarial e o plano de carreira docente. Na quarta (21), o encontro é com a Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp) para abordar a mesma temática. Além disso, o Comando Estadual de Greve reivindica também reuniões com a Casa Civil e com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e outros agentes políticos.

“O governo pressionou dizendo que se mantivéssemos a greve o plano de carreira não iria avançar. Então, suspendemos a greve após quase 30 dias, buscando abrir um canal de diálogo com o governo. Representantes das seções sindicais estão indo para Curitiba amanhã (20) para buscarem junto a liderança do governo na Alep e do secretário da Seti a abertura do diálogo sobre a carreira”, disse Edmilson da Silva, 1º vice-presidente da Regional Sul do ANDES-SN. O diretor do Sindicato Nacional criticou a posição do governo em fragmentar a luta das servidoras e dos servidores públicos. 

Reivindicações
Além de um PCCS que contemple a categoria do Paraná, as e os docentes exigem reposição inflacionária de 42% referente às perdas salariais dos últimos anos. Por sua vez, o governador apresentou um reajuste geral de apenas 5,79% e, ainda, se negou a receber as representações sindicais das e dos docentes das universidades.

Com informações das seções sindicais do ANDES-SN

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