TAEs da UnB entram em greve contra decisão do STF que retira 26% de suas remunerações

Atualizado em 05 de Junho de 2023 às 16h13

Servidores e servidoras técnico-administrativos da Universidade de Brasília (UnB) iniciaram, na sexta-feira (2/6), um movimento grevista da categoria por conta da retirada do benefício indenizatório de 26,05% sobre a remuneração total. Trabalhadores e trabalhadoras da universidade, tanto na ativa quanto já aposentados, têm direito ao pagamento da Unidade de Referência de Preço (URP). A liminar que garantia o benefício indenizatório (MS 28819/DF) foi cassada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 24 de maio.

Em assembleia realizada na Reitoria da UnB, entidades sindicais, movimentos estudantis, parlamentares e até a reitora da UnB, Márcia Abrahão, demonstraram apoio à manifestação. Em nota, o ANDES-SN declarou apoio à greve e repúdio à decisão do ministro do STF. A entidade também esteve presente em ato realizado pela comunidade acadêmica da UnB em frente ao Ministério da Educação (MEC), no dia 30 de maio.

Foto: Brasil de Fato/DF

“O ANDES-SN repudia a decisão do Ministro Gilmar Mendes de cassar a URP e expressa sua solidariedade om os(as) técnicos(as)-administrativos(as) da UnB. Por fim, reafirmamos também nosso comprometimento com a luta dos(as) técnicos(as)- administrativos(as), não apenas pela manutenção da URP, mas também pela garantia dos demais direitos e por melhores condições de trabalho. Mais do que isso, juntamente com servidores(as) técnicos(as)-administrativos(as) e estudantes, temos o compromisso de avançar em na nossa luta histórica pela educação pública, gratuita e socialmente referenciada. Para isso é fundamental a valorização dos(as) trabalhadores(as) do serviço público”, afirma o Sindicato Nacional.

De acordo com o Sindicato de Trabalhadores da Fundação da Universidade de Brasília (Sintfub), a decisão traz graves consequências na vida pessoal de cada um(a) dos(as) servidores(as) ativos e aposentados da UnB, colocando-os no limite da sobrevivência. “O Sintfub entende que a perda repentina de 26,05% do total das remunerações, paga há mais de 30 anos, agrava-se quando somada ao arrocho salarial que os(as) servidores(as) da categoria sofrem há quase 10 anos”, ressalta a entidade, em nota.

*Foto: Sintfub

Ainda de acordo com o Sintfub, medidas no campo político e jurídico estão sendo adotadas para buscar reverter a decisão. No âmbito jurídico, a entidade apresentou recurso junto ao STF, protocolado nessa segunda-feira (5). “Nos últimos dias, representantes do Sintfub e da assessoria jurídica do Sindicato também se mobilizam em reuniões periódicas com atores do poder público e da Administração Superior da UnB. O objetivo é articular caminhos políticos e jurídicos e sensibilizá-los sobreo quadro dramático da categoria caso a URP seja retirada”, acrescenta.

*Com informações do Sintfub

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