O ANDES-SN repudia veementemente a atuação violenta da brigada militar no ato ocorrido em 5 de janeiro, em solidariedade ao povo da Venezuela e exigindo a libertação do presidente Nicolás Maduro e da deputada Cilia Flores.
Tratava-se de um ato pacífico em frente ao Consulado estadunidense em Porto Alegre com cerca de 300 pessoas, das mais diversas categorias, faixas etárias. Sem que houvesse qualquer provocação, o batalhão de choque da Brigada Militar Gaúcha avançou contra os manifestantes com objetivo de prender uma pessoa sob a alegação de ter realizado uma pichação.
Na confusão formada pela abordagem policial, uma manifestante teve o braço golpeado pelo cassetete de um policial, tendo sido levada para atendimento hospitalar onde foi constatado fratura e a necessidade de uma cirurgia.
Duas pessoas foram detidas sob acusação de pichação e desacato, tendo sido levadas para a Polícia Federal. Após a assinatura de termo circunstanciado, o flagrante de pichação não foi confirmado pela PF. A confusão e as agressões da brigada militar, portanto, serviram apenas para justificar a repressão ao ato.
A ação truculenta da brigada militar expressa uma lógica contrária às determinações da nossa constituição, que impõe o direito à manifestação como uma expressão da própria democracia. Ao agir com o intuito de impedir o ato, repisa-se pacífico, demonstra uma prática autoritária que deveria ser debelada pelo executivo estadual, visto que é o responsável pelo controle dos órgãos de segurança pública.
A Diretoria do ANDES-SN repudia as agressões e a injustificável repressão contra uma manifestação pacífica onde estavam presentes docentes, estudantes e trabalhadore(a)s de toda a região metropolitana da capital gaúcha.
#LUTAR NÃO É CRIME
Brasília, 7 de janeiro de 2026.
Diretoria do ANDES-Sindicato Nacional