NOTA DE REPÚDIO DA DIRETORIA DO ANDES-SN AOS ATAQUES DE JOÃO BITTAR E SOLIDARIEDADE À COMUNIDADE ACADÊMICA DA UFAC

NOTA DE REPÚDIO DA DIRETORIA DO ANDES-SN AOS ATAQUES DE JOÃO BITTAR E SOLIDARIEDADE À COMUNIDADE ACADÊMICA DA UFAC

Publicado em 21 de Outubro de 2026 às 12h34

A Diretoria do ANDES-SN manifesta seu veemente repúdio aos ataques proferidos pelo presidente estadual do PL no Acre, João Paulo Bittar, que, em ato de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, chamou a comunidade acadêmica da Universidade Federal do Acre de “bando de vagabundo”.

Vivemos um dos momentos mais delicados desde a redemocratização. Em uma conjuntura internacional e nacional marcada pela ascensão de governos de extrema direita que elegem como alvos prioritários a educação, o conhecimento, a ciência, as artes e a diversidade — tudo aquilo que sintetiza o papel de nossas universidades e institutos federais —, a Ufac tornou-se alvo direto.

A conduta se soma a uma escalada nacional. Como temos denunciado, os setores reacionários vêm recorrendo a práticas de amordaçamento de nossas instituições. Toda a comunidade acadêmica, bem como o tripé ensino-pesquisa-extensão, encontra-se sob ameaça, pois a extrema direita não tolera que o principal espaço de produção de conhecimento do país seja também um espaço de defesa intransigente das liberdades democráticas e da livre manifestação do pensamento.

O ocorrido no Acre replica o episódio registrado na Universidade Regional do Cariri (URCA), quando uma médica negacionista alinhada ao bolsonarismo, acompanhada de um ex-ministro da Saúde também associado ao negacionismo — a quem atribuímos responsabilidade política pela condução negacionista da pandemia, que contribuiu para milhares de mortes — arrancou cartazes na universidade e chamou a comunidade acadêmica de “vagabunda”.

É evidente que querem amordaçar nossas instituições, mas não aceitaremos, caladas e calados, essa conduta neofascista. A fala de Bittar integra um projeto político que busca deslegitimar a universidade pública para justificar o corte de verbas, o desmonte e a privatização.

Ao falar novamente, em suposta retratação, o presidente do PL reafirmou a ofensa destacando que vagabundos seriam os estudantes militantes, cometendo assim, dupla agressão: generaliza o ataque contra toda a universidade e tenta criminalizar e estigmatizar o movimento estudantil e suas formas de organização.

Toda a nossa solidariedade à comunidade da Ufac e a todas as instituições de ensino alvo da violência bolsonarista. Em defesa da universidade pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada, da ciência e das liberdades democráticas!

Brasília, 21 de outubro de 2026.

 

Diretoria do ANDES-Sindicato Nacional

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