Sob nova gestão, Adueg volta à base sindical do ANDES-SN e retoma atividades de luta

Atualizado em 28 de Janeiro de 2021 às 12h03
Nova diretoria luta contra intervenção na UEG, por mais orçamento e um plano de carreira | FOTO: ADUEG


A Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Goiás (Adueg – Seção Sindical do ANDES-SN) desde novembro do ano passado tem se aproximado da categoria docente e se tornado mais combativa. No dia 18 de novembro de 2020 ocorreu a eleição para a escolha da nova diretoria da seção sindical, de forma virtual, e a posse no dia 25 de novembro para o biênio 2020-2022.

De acordo com Juliana Vasconcelos Braga, presidenta da Adueg SSind., a seção sindical passou por um período sem atuação e perdeu os seus filiados e, consequentemente, recursos e o prestígio junto à categoria. “A Adueg SSind. retoma as suas atividades em um momento importante de defesa da Universidade Estadual de Goiás [UEG] e da categoria docente, que sofre ameaças reais de desmonte da instituição e a perda de direitos fundamentais da categoria. Em todas as etapas desse processo o ANDES-SN ofereceu todo o apoio e suporte que precisamos e estamos muito otimistas com o futuro da Adueg SSind. e de suas lutas”, afirma.

Mobilização
A nova diretoria tem atuado junto aos docentes da UEG contra os ataques à autonomia universitária, em defesa da carreira docente e por mais orçamento a universidade. No dia 18 deste mês, os docentes da UEG protestaram por mais orçamento a universidade em frente à Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego). Mesmo com os protestos, na segunda-feira (25), os deputados aprovaram o Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) apenas com metade do orçamento garantido constitucionalmente a universidade, R$ 301 milhões. O líder do governo na Alego, Bruno Peixoto (MDB), apresentou um destaque que rejeitou as três emendas que pretendiam garantir um maior orçamento do Estado destinado à UEG. 

“A UEG tinha garantido na Constituição do Estado um orçamento correspondente a 2% da receita líquida do Estado antes do atual governo. Esse percentual representaria cerca de R$ 600 milhões para esse ano, entretanto a proposta inicial do governo era de um orçamento de R$ 251 milhões. Foi aprovado R$ 301 milhões, muito abaixo do que a instituição precisa para suas atividades de ensino, pesquisa e extensão”, explicou a presidenta da seção. 

Para além do orçamento, Juliana Vasconcelos Braga afirma que os docentes da instituição enfrentam também uma desvalorização salarial, já que estão desde 2013 sem reajuste salarial, plano de carreira, progressões por classe ou nível e, ainda, sem acesso ao regime de Dedicação Exclusiva (DE).

Intervenção 
A UEG está sob intervenção estadual desde 2019 quando o então reitor Haroldo Reimer, acusado de uso irregular de verbas do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), renunciou. Desde então, três reitores foram designados ao cargo pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM). 

“São quase 16 meses em que a UEG está sem nenhuma autonomia e passou por uma desastrosa reforma Administrativa e vem sendo ameaçada por uma reforma pedagógica que compromete as condições do trabalho dos docentes”, alerta.   
Segundo Juliana, neste período, 50 cursos de graduação foram encerrados e, atualmente, há um déficit de quase 500 docentes e nenhuma previsão de concurso público.  “A retomada da autonomia da UEG é peça fundamental para que a Universidade possa continuar a desempenhar seu papel como instrumento de desenvolvimento econômico e social da sociedade goiana. O desmonte da instituição é claro diante das ações do governo estadual”, disse. 

A presidenta da seção sindical afirma que a Adueg SSiind. continuará pressionando os deputados estaduais por mais recursos à universidade e para a concessão dos reajustes, progressões e acesso ao regime de DE.  

*Com informações da Alego

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