Nota da Diretoria Nacional do ANDES-SN de repúdio às ações do Reitor da Universidade Federal de Sergipe.

Nota da Diretoria Nacional do ANDES-SN de repúdio às ações do Reitor da Universidade Federal de Sergipe.

Atualizado em 24 de Julho de 2020 às 11h07

 

NOTA DA DIRETORIA NACIONAL DO ANDES-SN DE REPÚDIO ÀS AÇÕES DO REITOR DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE

 

O ANDES-Sindicato Nacional repudia a postura antidemocrática do reitor da Universidade Federal de Sergipe, Ângelo Roberto Antoniolli, que instituiu, a revelia da tradição democrática de quase 4 décadas, e da vontade de mais de 30 mil estudantes, 1.543 docentes e 1.478 técnicas e técnicos-administrativo(a)s, um “Colégio Eleitoral Especial”, sem respeitar os trâmites da consulta pública.

Eleita em 11 de dezembro de 2019, em Assembleia Geral Universitária, a Comissão Eleitoral estabeleceu um calendário e um regulamento eleitoral. As eleições aconteceriam nos dias 19 e 20 de março de 2020, com Consulta Pública de forma  presencial  em  todos  os  campi  e  setores  da  UFS.          De acordo com o regimento, houve quatro chapas inscritas, e com debates realizados em todas aslocalidades da Universidade, com exceção do campus de Lagarto, que coincidiu coma suspensão das atividades presenciais, a partir de 17 de março.

Para surpresa da comunidade acadêmica, em 4 de junho foi editada a Portaria nº 442/2020/GR, convocando o “Colégio Eleitoral Especial” para escolha da lista tríplice que seria enviada para Brasília, ignorando a Consulta Pública em curso. O magnífico reitor está no gabinete há 16 anos (vice-reitor 2004 a 2012, reitor 2012 a 2020), todas às vezes referendado pela consulta pública, mas dessa vez resolveu desconsiderar a consulta à comunidade acadêmica e ainda impôs uma chapa sem passar por nenhuma das instâncias do processo.

Vários foram os apelos dos segmentos e inclusive do(a)s representantes do colégio eleitoral, que solicitaram adiamento da eleição para que fosse possível a realização da consulta pública. Todos os apelos foram ignorados pelo reitor, que manteve, mesmo que sob protestos, a eleição na data marcada.

No dia 15 de julho foi realizada a eleição, em que o(a)s representantes do colégio eleitoral foram cerceado(a)s da palavra, impedindo assim um debate acerca do que estava a ocorrer e, assim, foi iniciado um processo de eleição, por via remota para compor a lista tríplice, a partir do voto de 82 conselheiro(a)s. A sessão foi ttransmitida por canais de stream e, durante o período de votação, vários conselheiros e conselheiras se manifestaram contrário(a)s ao processo, tal qual estava sendo feito, bem como as pessoas que assistiam a todo o processo pelo canal da Universidade no youtube.

O resultado foi anunciado com muitos protestos pela vitória do Professor Walter Joviniano, candidato do reitor, com 37 votos, encabeçando a lista tríplice, tendo em segundo o professor André Maurício com 30 votos, e a professora Vera Núbia com 9 votos, fechando os  nomes  que  deverão  estar  à  disposição  do  MEC e do Presidente da República para  o  próximo  quadriênio.  Enfatizando  que  45 votos foram contrários, pela primeira vez, numa sessão eleitoral, a  diferença  de votos entre integrantes dalista tríplice expressou a insatisfação da comunidade universitária.

O golpe foi concretizado com a adesão de 37 pessoas, que desdenharam de um processo democrático histórico. De acordo com todas as lutas que o ANDES-SN  trava em seus espaços de atuação, a defesa da democracia é um de nossos princípios e, por isso, repudiamos as ações do atual reitor da UFS.

 

 

Brasília(DF), 17 de Julho de 2020.

 

 

 

Diretoria Nacional do ANDES-SN

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